As ponderações de Rogério Tolfo, escrito por Wianey Carlet

Fevereiro 8, 2008

“Wianey Carlet

Arena ou estádio?

Pela exiguidade do espaço, reproduzo apenas parte das interessantes ponderações enviadas por Rogerio Tolfo, economista, consultor financeiro e conselheiro do Grêmio. A íntegra da correspondência está no meu blog em zerohora.com. Assunto: a arena do Grêmio. A seguir, os questionamentos e dúvidas de Tolfo:

- Se a proposta dos portugueses considera o uso da área pública, esta se dá somente no espaço aéreo. Na verdade, o projeto melhoraria a parte viária, no referido ponto. Mas não deveria o Grêmio exigir que todos os projetos se limitassem as áreas possíveis, sem invasão de espaços públicos?

- Humaitá é o local adequado? Falo com muitos gremistas que não se opõem a construção de novo estádio, mas gostariam de permanecer na Azenha.

- Há seguro, contratado, mesmo para Humaitá, que garante que se a construtora falir, o empreendimento será terminado? Não podemos esquecer que o argumento para construir outro estádio é o desgaste do Olímpico. Logo, o mesmo não vai durar muito tempo e ficaremos sem estádio de qualquer jeito.

- Por que a direção pressiona tanto para que o projeto Humaitá seja aprovado?

- A Grêmio Empreendimentos será uma empresa. Se os recursos da venda da atual área do estádio não forem bem geridos, a empresa pode falir e ficarmos sem estádio e sem dinheiro, independentemente de a obra ser na Azenha ou Humaitá.

- Será que as receitas a serem geradas serão factíveis? Vão querer cobrar ingresso do associado, além da mensalidade? Não somos a Europa, cabe destacar.

- Os projetos não seriam demasiadamente luxuosos?

- Será que as receitas não se reduziriam? Ou o associado terá que pagar ingresso, além da mensalidade?

- Por que não construir um novo estádio (não arena) ou reformar o Olímpico (é factível?). Quando me refiro ao estádio, poderia ser algo como o Engenhão sobre o qual, em nenhum momento, se falou em padrão Fifa sendo, aparente e simplesmente, um novo estádio;

- Será que nosso torcedor, em média, tem cultura para se comportar como o público europeu? Se cada Estado tem suas peculiaridades, imagina as diferenças para países e continentes. Em suma, o luxo não terá que ser reconstruído a cada insucesso do time?

- Será que não teríamos que ter um projeto feito para nossa realidade sócio-econômica e cultural?

- Entendo que o Olímpico está se degradando e talvez este processo esteja se acelerando tendo em vista a certeza da diretoria de que sairemos da Azenha. A manutenção preventiva vem sendo feita?

- Queremos essa arena moderna, padrão Fifa, algo notável, de Primeiro Mundo, para ver um time modesto jogar por não ter recursos e estar endividado?

O debate é muito maior do que, simplesmente, a escolha do local. E uma decisão precipitada e equivocada tende a ser irreversível.

Espero ter contribuído para o debate, mostrando outro ponto de vista sobre o mesmo assunto.

Cordiais saudações de quem admira tua postura profissional e qualidade do teu trabalho.


Rogério Tolfo”

 

 

Abaixo, a resposta de Eduardo Antonini, membro do Conselho de Administração do Grêmio.


Está no Blog do Wianey

Fevereiro 6, 2008

“Quarta-feira, 06 de fevereiro de 2008

Arena ou estádio

Publiquei, recentemente, e-mail de Rogério Tolfo, conselheiro do Grêmio, que questionava vários pontos do projeto que pretende dar ao Grêmio um novo estádio ou arena.

Publico, hoje, correspondência de Eduardo Antonini, membro do Conselho de Administração do Grêmio, refutando e esclarecendo questionamentos apresentados por Tolfo. A seguir, a íntegra do e-mail:

 

“Prezado Wianey,

Como estou passando o Carnaval fora de Porto Alegre, somente agora tive acesso a tua coluna de sábado “Arena ou estádio?”. Trato, a seguir, de algumas questões gerais sobre o projeto Arena e outras específicas abordadas pelo conselheiro suplente Rogério Tolfo:

- o projeto Arena está sendo estudado desde o início de 2006, ou seja, há dois anos, período em que a Diretoria do Grêmio procurou contar com apoio de especialisatas de renome para, em conjunto, e com a tranquilidade necessária, pensar todas as questões sobre esse importantíssimo e complexo projeto;

- nesse período foi realizado pela Amsterdam Advisory Arena um estudo de viabilidade que tratou de questões financeiras, jurídicas e arquitetônicas, entre outras. Foi esse estudo que apontou como ideal a construção da Arena no Humaitá. A Diretoria nunca se manifestou publicamente sobre eventual preferência por local. Mesmo assim, quando elaboramos a Carta Convite, que visou buscar, seguindo os critérios estabelecidos pelo Grêmio (contendo as garantias necessárias, conceito do estádio, modelo de negócio, etc), deixamos em aberto a possibilidade de recebermos propostas para a Azenha. E foi o que ocorreu: temos duas propostas habilitadas, uma para o Humaitá e outra para a Azenha. Quem fará a escolha, democraticamente, serão os conselheiros do Grêmio;

- a Carta Convite, elaborada por escritório paulista especializado em projetos como esse, exigiu diversas garantias obrigatórias. Nesse contexto, há seguro previsto em ambas as propostas;

- quanto à Grêmio Empreendimentos gerir os recursos de eventual venda da área onde está o Olímpico, é importante ficar claro que, na proposta existente para seu futuro estatuto, fica definido que qualquer decisão sobre o patrimônio do clube deverá ser aprovada pelo Presidente do Grêmio e, ainda, submetida ao Conselho Deliberativo. No caso específico da proposta para construção da Arena no Humaitá, a área atual do Olímpico estaria inserida no negócio como um todo, não ficando o capital do terreno à disposição da Grêmio Empreendimentos;

- sobre o estádio, quero fazer um comentário importante, de quem conheceu os estádios mais modernos do mundo: o Grêmio terá um Estádio que será uma Arena, ou seja, não são dois conceitos excludentes. Apenas, seguindo o que há de mais moderno atualmente, não teremos pista olímpica, aproximaremos os expectadores do campo de jogo, seguindo os conceitos das diversas Arena existentes no mundo, o que fará nossos adversários sentirem ainda mais o fator local;

- outra questão importante: não há luxo algum no projeto de nossa Arena. Tanto que o Engenhão, citado pelo conselheiro Tolfo, e que não dispõe nem da metada das áreas projetas para multiuso em nosso projeto, e que foi construído, coincidentemente, em parceiria pela duas construtoras que disputam nosso projeto (Odebrecht e OAS, essa associada aos portugueses), teve seus custo mais de 50% superior ao estimado pelas mesmas construtoras para o nossa Arena;

- ser padrão FIFA, não necessariamente encarece o projeto, mas nos habilita a sediar jogos da Copa do Mundo e, principalmente, principalmente, utiliza as melhores práticas de segurança, acessibilidade, conforto e tudo o mais que o nosso torcedor merece e saberá, certamente, usufruir;

- as receitas projetadas pelos dois interessados no projeto estão totalmente compatíveis com a realidade do Grêmio e com o estudo de viabilidade realizados pela Amsterdam Arena. Um dos objetivos desse projeto é planejar o futuro (próximos 30 anos) do Grêmio com maiores e melhores (mais diversificadas) receitas para, justamente, termos condições de apresentar, sempre, um time de primeira linha que orgulhe os gremistas e nos traga ainda mais títulos.

Fico a tua disposição para quaisquer outros esclarecimentos.

Um abraço,
Antonini”

Postado por Wianey às 17h33”


Dificuldades que vêm da geografia

Fevereiro 2, 2008

 

 

Não sabia que o Cacalo havia dado essa explicação. Não por ser um desinformado, mas por estar morando, neste momento, em Santo André-SP. Infelizmente, essa distância geográfica me atrapalha, para manter os meus blogs do Grêmio. Por isso mesmo, a colaboração de outros torcedores gremistas é fundamental para a permanência deste blog e fazer dele como um veículo de comunicação, que não apenas informe, mas também cobre da direção gremista soluções e explicações. Por isso, não quero que esse blog seja meu, quero sim, que esse blog seja da comunidade gremista. Então, gostaria de ter colaboradores, para postarem opiniões, mesmo que contrárias (melhor ainda para debater). Por exemplo, eu quero que a arena seja no Humaitá, mas seria importante ter alguém que ache a melhor opção na Azenha. Por isso, acho importante ter colaboradores. Quero que este meio seja meio fiscalizador sobre as obras da Arena Gremista. Portanto, uma união gremista é necessária para dar mais força e defender os interesses da torcida, quando necessário.

 


Está no BLOG DA CORNETA PRÓ GRÊMIO

Fevereiro 2, 2008

 

Recebi um comentário interessante do “Gremista Alerta”. São opiniões importantes, e por isso, resolvi postá-las aqui. Aqui está o link de seu blog:
http://www.blogdacornetaprogremio.blogspot.com/

 

“Arena: algumas contradições

 

Ao ser criticada na questão da escolha do terreno para a construção da arena, a direção do Grêmio – veementemente – veio a público assegurando que, se fosse construída em local diferente do Estádio Olímpico, quem compraria a área seria “o investidor”.
Pois, agora, sabe-se que, além de pagar o terreno, o Grêmio vai aplicar na construção todo o dinheiro da venda do complexo da Azenha. Vai pagar por parte de um terreno que, segundo Zero Hora de hoje, quem tem a opção de compra é a Odebrecht.
Estranha é também a afirmação da matéria oficiosa de que o projeto da Odebrecht é favorito.
Como favorito? Não é o Conselho Deliberativo quem vai decidir? Quem fez pesquisa no Conselho Deliberativo ? A que interesse serve essa opinião?
Este blog apela aos responsáveis para evitar essas “barbeiragens” e outras para não estragarem essa magnífica idéia.

 

Arena: novas contradições

Arena
O consórcio português TBZ-OAS entregou ontem ao Grêmio a proposta oficial para a construção da Arena na Azenha. A Odebrecht, que prevê o complexo esportivo no bairro Humaitá, já havia entregue o projeto definitivo na semana passada. A escolha será feita em reunião do Conselho Deliberativo, entre os dias 11 e 20 de fevereiro. Dos 313 conselheiros aptos a votar, apenas 80 tiveram interesse em analisar o projeto – cujas minúcias foram disponibilizadas a eles pelo vice-presidente de planejamento do clube, Eduardo Antonini. (ZH de hoje)

Estranha essa crítica. Parece ser intenção desmoralizar os conselheiros que não foram examinar.
Duas perguntas: Que minúcias foram apresentadas, se o projeto TBZ-OAS, proposta oficial, somente foi entregue ontem? E a outra, a da Odebrecht somente foi entregue semana passada?
De que adiantou para os 80 conselheiros terem ido analisar as minúcias do que não existia?
Outra explicação deu o Cacalo, hoje no sala de redação: de que foram formados grupos para analisar e depois repassar a grupos maiores.

 

ATENÇÃO, ATENÇÃO! NÃO SUB NEM SUPERAVALIAR

 

Experientes corretores da praça estão a dizer que a área do Estádio Olímpico, Azenha, vale um (01) CUB o metro quadrado.
Daria cerca de cem milhões de reais.
Enquanto isso, depois da valorização do anúncio de alguns apressados assessores do Grêmio a área do Humaitá teria passado a valer R$ 100,00 (cem reais) o metro quadrado.
Antes valia quanto? Os mesmos experientes corretores dizem que o proprietário estava com o imóvel à venda, há uns três ou quatro anos por 25 (vinte e cinco) milhões de reais e não conseguia comprador.
A quem interessa divulgar os segredos do negócio PREMATURAMENTE? Boquirrotos! Falastrões! Bocas-rotas!
Estão confundindo “transparência” que é a divulgação após ter assegurado todas as opções necessárias e não a plantação de especulações para aparecer na mídia e encher os bolsos dos especuladores.
Sugestão. Dêem uma olhadinha pra ver se o imóvel está em garantia e por quanto foi avaliado pelo credor em favor do qual está hipotecado, penhorado, caucionado, alienado ou seja qual for o ‘palavrão’ que se aplica . Ou ainda – falem contadores e auditores – por quanto foi avaliado na ultima reavaliação patrimonial do proprietário.
Uma coisa já é certa. Essa mania de falar antes do tempo para aparecer na mídia está causando um tremendo prejuízo ao Grêmio… Quando é que vão aprender a guardar sigilo e encaminhar um negócio sem a divulgação nefasta? Essa divulgação somente deveria acontecer depois de tudo “amarrado”, antes de o proprietário saber qual a razão do interesse.
Cornetão para os boquirrotos, apressadinhos, exibidos!
Controlem a ejaculação precoce! Com tratamento se for preciso!”


O Desinteresse pela proposta da TBZ

Fevereiro 1, 2008

Saiu no site da Zero Hora e no Blog Wianey Carlet um fato estranho e digno de atenção. Até o momento que saiu a notícia nestes meios de comunicação, dos 313 conselheiros aptos a votar na decisão do local da nova Arena, apenas 80 analisaram a proposta entregue pela TBZ-OAS no dia 30 de janeiro. Talvez, seja influência do feriado de carnaval, mas o fato não deixa de ser um tanto estranho. E combina isso o fato da proposta da TBZ ser muito arriscada, pois caso a construtora quebre durante as obras, o Grêmio poderia ficar sem estádio (e outros possíveis motivos já estabelecidos neste blog). Ainda some isso ao fato do projeto da TBZ precisar de uma desapropriação de uma rua próxima ao Olímpico, e no tamanho da burocracia da Prefeitura privatizar o local, para que as obras sejam realizadas lá. Mas talvez, depois do feriado, mais conselheiros vejam a proposta da TBZ. Entretanto, está na cara que a Odebrecht deve ganhar essa corrida. Parece que o local da Arena está decidido, e a votação do Conselho Deliberativo seria apenas um seguimento de protocolo.

Embaixo, estão na íntegra os textos e os links da Zero Hora e do Blog Wianey Carlet.

Link: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a1752539.xml

“Consórcio português entrega proposta oficial da Arena

Escolha de local será feita em reunião entre os dias 11 e 20 de fevereiro

O consórcio português TBZ-OAS entregou ontem ao Grêmio a proposta oficial para a construção da Arena na Azenha. A Odebrecht, que prevê o complexo esportivo no bairro Humaitá, já havia entregue o projeto definitivo na semana passada. A escolha será feita em reunião do Conselho Deliberativo, entre os dias 11 e 20 de fevereiro.

Dos 313 conselheiros aptos a votar, apenas 80 tiveram interesse em analisar o projeto — cujas minúcias foram disponibilizadas a eles pelo vice-presidente de planejamento do clube, Eduardo Antonini”.

Blog Wianey Carlet: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1753493.xml&template=3916.dwt&edition=9221&section=65

O Grêmio já recebeu as propostas das duas empresas interessadas em construir uma arena para o clube: Odebrecht e o consórcio português TBZ-OAS. Uma delas deseja levantar o novo estádio no lugar onde está o Olímpico. Esta proposta deverá ser rejeitada pelo Conselho Deliberativo, por duas razões: seria arriscado derrubar o Olímpico e ficar sem estádio próprio durante vários anos. E se a construtora, por exemplo, quebra durante a construção? Abre falência? Além disso, esta proposição exige a desapropriação de uma rua marginal ao Olímpico. A Prefeitura Municipal teria muita dificuldade para aprovar a privatização de um bem público. Resta Humaitá como local para a construção da arena. O CD deliberativo vai decidir, mas, desde já, chama a atenção a aparente alienação do órgão. Dos seus 313 membros, apenas 80 conselheiros tiveram interesse em analisar o projeto. É possível, até provável, que o período de férias seja responsável por esta atitude. Tomara que seja”.


Um alerta sobre a TBZ

Fevereiro 1, 2008

O texto é de autoria de Marcelo Damato, no seu Blog Além do Jogo (muito interessante o blog), e aborda algumas questões envolvendo a Arena Gremista e a TBZ, que valem como alerta.

O mistério que vem de Portugal

Parece cada vez mais que o grupo de empresas que surgiu em Portugal para operar com futebol não faz bem o que promete. O primeiro caso é o da LusoArenas, empresa que se diz especializada em construção de estádios, mas que nem no próprio site aponta um estádio que tenha construído.

Em comunicação ao blog, a empresa afirma que seus parceiros são confidenciais e citou apenas dois: Náutico e governo da Bahia, sendo que este nem sequer confirma o acordo.

Agora surge no noticiário a TBZ, apontada como uma gestora de estádios, mas que consegue apontar apenas um. o estádio da Cidade de Coimbra. De fato, parece ter mais experiência em gestão de marcas.
Em vários lugares é dito que a TBZ administra o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid. O que existe é que ela é a gestora da marca Real Madrid na Europa. O acordo é recentíssimo, acertado no final de outubro.

No Brasil a TBZ negocia para ser a gestora do Engenhão, em parceria como Botafogo, e integra uma das propostas para construir e gerir o novo estádio do Grêmio.

A empresa diz que tem 11 anos, mas não se consegue saber o que fazia nos primeiros anos.

Para um país que necessita de mais trabsparência na admonistração do futebol, eses parceiros estão no mínimo na contramão.

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Vídeo Arena 1

Fevereiro 1, 2008

Opinião sobre a localização da Arena

Janeiro 31, 2008

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A minha preferência é que a nova Arena Gremista seja construída no Bairro Humaitá. Por mais difícil que seja ver o Grêmio sair da Azenha, e mais ainda, ver o Olímpico demolindo após a conclusão do novo estádio gremista. Mas a opção mais segura e melhor em termos de desenvolvimento, é mesmo a localização do Bairro Humaitá. Segurança porque se algo der errado com as obras, caso um consórcio vá à falência (algo muito comum num mundo capitalista), ao menos, ainda teríamos o Olímpico de pé e não correríamos risco de ficarmos sem estádio. Outro fator é que a proposta da TBZ é fazer um pequeno estádio no CT de Eldorado do Sul com capacidade de 14 mil pessoas. Mas o número de sócios do Grêmio passa 30 mil e a média de público supera os 20 mil. Além, é claro, como é que poderemos jogar num estádio de 14 mil em competições internacionais? Vale lembrar, que numa eventual final de Libertadores, a Conmebol estabeleceu a regra que o estádio da final teria que ter capacidade para no mínimo 40 mil espectadores. Outro fator a se levar em conta é o financeiro. Aí, a proposta da TBZ é mais rentável do que a Odebrecht. Nos primeiros 20 anos da Arena, com a TBZ, o Grêmio teria um arrecadaria com o novo estádio 65% do faturamento (bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação), e a TBZ ficaria com os outros 35%. Já a Odebrecht quer ficar com 50% dos faturamentos, enquanto o Grêmio ficaria com os outros 50% nos 20 primeiros ambos. Nas duas propostas, o Grêmio passaria a ter 100% do faturamento da Arena após 20 anos. Se analisarmos neste ponto, melhor a TBZ, certo? Pode ser, mas a Arena no bairro Humaitá permitirá o Grêmio lucrar mais do que na Azenha. Para começar, o acesso, que se dá na Freeway, facilitará a vinda de gremistas da região metropolitana e do interior, localidade que fica cerca de 500 metros da estação Anchieta de metrô da Trensurb e próximo ao Aeroporto Salgado Filho, que tem o projeto da Trensurb de implantar um aeromóvel que liga o aeroporto para a estação de metrô local, além da implantação de novas linhas de ônibus. Outra vantagem que a proximidade do Aeroporto Salgado Filho com a Arena, é o turismo. Já na Azenha, o acesso é mais difícil, as ruas são mais apertadas e toda vez que há jogo, há um congestionamento. Outro fator é o terreno. O terreno no Humaitá é de 34 hectares, enquanto a área onde se localiza o Olímpico possui oito hectares. É inviável expandir a área do novo estádio na Azenha, pois é uma área totalmente urbanizada, e conseqüentemente, os terrenos são muito mais caros e isso inviabilizaria a compra de novas áreas. E essas vantagens da Arena no Humaitá dão mais bagagens ao novo estádio gremista concorrer com o remodelado Beira-Rio na briga pela sede da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil e terá uma das sedes em Porto Alegre (mesmo sendo difícil, pois a impressão que eu tenho é que a relação entre Ricardo Teixeira e Internacional está melhor, isso é uma grande vantagem se tratando do “ilustre” presidente da CBF). Mas o mais importante não é a Copa do Mundo, apesar de ser algo muito rentável para o clube dono da sede e uma boa acelerada no marketing. E também independentemente da localização do novo estádio, o mais importante é que até 2012, o Grêmio esteja com suas dívidas zeradas e com a nova Arena Multiuso, volte a crescer não só esportivamente, mas economicamente.

 

A questão é polêmica. Eu preferia que todas essas vantagens estivessem na Azenha, para assim, o Grêmio não saísse de sua casa. Só que pelo meu ponto de vista, as vantagens da Arena na Zona Norte são melhores. No entanto, não ha vantagens apagarão o sentimento do gremista em relação ao Olímpico. O estádio é Imortal, assim como o clube, pois o que torna o algo imortal, não é o concreto, e sim a sua história gloriosa e o espaço que o estádio ocupará na memória de todo gremista.

 


Projeto TBZ-OAS

Janeiro 31, 2008
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TBZ-OAS

Localização da Arena: Azenha (sobre o Olímpico Monumental).

Tamanho do local de obra: Oito hectares.

Jogos do Grêmio durante as obras: O plano da TBZ é de construir um estádio no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas, que o Grêmio utilizaria durante as obras.

Custo: R$ 280 milhões.

Previsão de conclusão das obras: Dois anos (mas o Grêmio projeta em três anos).

Complexo: Junto com estádio, haveria também centro de convenções, shopping, hotel, edifício residencial, e estacionamento para cinco mil veículos.

Proposta quanto ao faturamento: Nos primeiros 20 anos, os lucros da Arena serão 65% para o Grêmio e 35% para o consórcio. Após o prazo de 20 anos, o Grêmio teria direito a 100% dos faturamentos da Arena.


Projeto Odebrecht

Janeiro 31, 2008
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Odebrecht

Localização da Arena: Bairro Humaitá.

Tamanho do terreno: 34 hectares.

Custo: R$ 300 milhões.

Previsão de conclusão das obras: Três anos.

Complexo: Além do estádio, estão previstos no projeto centro empresarial, lojas, hotel, e estacionamento para sete mil veículos.

Proposta quanto ao faturamento: A Odebrecht quer divisão de faturamentos (bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação), em 50% pelos primeiros 20 anos, sendo que o Grêmio ficaria com os outros 50% dos lucros. Após o prazo de 20 anos, o Grêmio passaria a ter 100% dos valores arrecadados na Arena.


Reportagem da Zero Hora

Janeiro 31, 2008

“Portugueses entregam hoje proposta para a Arena

De 11 a 20 de fevereiro, o Conselho Deliberativo será convocado para escolher o local

Leandro Behs | leandro.behs@zerohora.com.br

O Grêmio recebe hoje a proposta definitiva do consórcio português TBZ-OAS — que sugere demolir o Olímpico e construir a Arena na Azenha. A oferta final da Construtora Norberto Odebrecht — com a obra no bairro Humaitá — foi entregue semana passada. A previsão do clube é que a Arena esteja concluída em janeiro de 2012. Confira onde pode ser construído o novo estádio

Após análises das propostas, o grupo de estudos do projeto (composto pelo presidente do Grêmio, Paulo Odone, pelo diretor de planejamento do clube, Eduardo Antonini, além dos conselheiros Antônio Britto, Jorge Gerdau Johannpeter e Alexandre Grendene) exigiu dos consórcios melhores condições para o clube — como maior percentual de participação nos primeiros 20 anos de exploração da Arena.Entre os dias 11 e 20 de fevereiro, o Conselho Deliberativo será convocado para escolher o local de construção da Arena. A oferta da Odebrecht é a favorita. Após a escolha do local, o contrato deverá ser assinado até maio. Depois, serão necessários pelo menos nove meses até que o município e o governo do Estado emitam autorizações definitivas para a construção. Neste intervalo, será criada a Grêmio Empreendimentos — empresa do próprio clube, que gerenciará a Arena e da qual Paulo Odone dificilmente será presidente.A proposta da Odebrecht prevê divisão de lucros em 50% pelos primeiros 20 anos: bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação. Depois deste prazo, a Grêmio Empreendimentos ficará com 100%.

A obra terá um custo total de R$ 300 milhões, sendo R$ 190 milhões financiados pela Odebrecht. Dos R$ 110 milhões restantes, metade sairá da venda do Olímpico — já há um investidor interessado no estádio, que seguirá sendo utilizado pelo Grêmio durante os três anos de construção da Arena — e os demais R$ 55 milhões serão investidos pela própria empreiteira. A Odebrecht acertou a compra do terreno da Habitasul – junto à Avenida Castelo Branco, no bairro Humaitá — por R$ 40 milhões.

Já o projeto da TBZ-OAS prevê a demolição do Olímpico. Levará três anos para ser concluída. O consórcio construirá um estádio para 14 mil pessoas em Eldorado do Sul. A obra terá um custo de R$ 280 milhões, e a TBZ-OAS assumirá o financiamento junto ao banco português Efisa. Nos primeiros 20 anos, os lucros da Arena serão 65% para o Grêmio e 35% para o consórcio.

Ambos os projetos prevêem estádio coberto, para 50 mil torcedores sentados em cadeiras e três andares de arquibancadas. O modelo é o Emirates Stadium, do Arsenal, erguido pela companhia aérea Fly Emirates. O Grêmio venderá o nome da Arena para uma multinacional por R$ 5 milhões anuais. O ingresso mais barato ficará entre R$ 25 e R$ 30.

— Ambos os projetos são viáveis. O clube manterá a sua autonomia no futebol e em receitas advindas da marca Grêmio, bem como a venda de jogadores — disse o diretor de planejamento gremista, Eduardo Antonini.”

Link: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Esportes&newsID=a1751290.xml


TBZ-OAS entrega o seu projeto

Janeiro 31, 2008

 

 

O grupo português TBZ entregou no dia 30 de janeiro, a proposta de construir a Arena Gremista. A TBZ quer que a Arena Multiuso seja erguida na Azenha, justamente sobre o atual Olímpico. A construtora brasileira Odebrecht entregou na semana passada o seu projeto, que prevê a construção da nova Arena no Bairro Humaitá. Vamos entender um pouco, a proposta de cada um. É preciso analisar, além da localidade, o ganho financeiro do Grêmio nesses acordos ( como o acerto do faturamento, que envolve bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação).

 

TBZ: Quer que a nova Arena seja construída na Azenha, exatamente onde está o Olímpico. A própria empresa construiria um estádio no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas, enquanto a Arena fosse construída sobre o querido Olímpico Monumental. A maior vantagem da proposta dos portugueses está no faturamento. O Grêmio ficaria com 65% dos faturamentos do estádio nos próximos 20 anos, depois de efetuada a construção da Arena, enquanto a TBZ ficaria com os outros 35%. Após 20 anos, o Imortal passaria a ficar com 100% do faturamento. O custo das obras seria de 280 milhões de reais, sendo que a TBZ assumirá os custos e terá o apoio financeiro do banco português Efisa.

 

Odebrecht: Pretende construir a Arena no Bairro Humaitá, onde está o terreno da Habitasul, do qual o grupo já acertou a compra do terreno e usá-lo para a construção do novo estádio, terreno que custará 40 milhões de reais. O custo do estádio seria de 300 milhões de reais, sendo que 190 milhões de reais sairiam da Odebrecht. Dos 110 milhões de reais restantes, 55 milhões de reais sairiam da venda do Olímpico, que já possui um investidor interessado no estádio. A outra metade seria investida pela própria empreiteira. Já a divisão do faturamento é menos vantajosa, se comparado com a TBZ. A Odebrecht quer ficar com 50% dos faturamentos, e o Grêmio ficaria com os outros 50% nos próximos 20 anos. Depois desse prazo, o Grêmio passa a ter 100% dos faturamentos do estádio.

 

A decisão da localidade da nova Arena deverá ocorrer entre os dias 11 a 20 de fevereiro, numa decisão do Conselho Deliberativo. Após a escolha do local, o contrato entre o Grêmio e a Odebrecht ou a TBZ será assinado até maio, para em seguida, a prefeitura e o governo do Estado emitam autorizações dentro de aproximadamente nove meses, para a construção da Arena. Nesse período, nasceria a Grêmio Empreendimentos, que gerenciará a Arena. A previsão de conclusão da Arena é de 2012. E após a conclusão da Obra, o Grêmio venderá o nome da Arena por 5 milhões de reais para uma marca interessada (como ocorre na Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense, que é atualmente Kyocera Arena).


Apresentação

Janeiro 31, 2008

 

 

 

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É o novo Blog de minha autoria, que terá a finalidade de armazenar notícias sobre a Arena Gremista durante a realização de suas obras. Nela, farei pesquisas sobre assuntos que envolvem a Arena e os grupos envolvidos. Trata-se de um grande tema, que quero levar até a conclusão das obras. Saudações do Imortal.