Local decidido

Março 28, 2008
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Agora está confirmado. A Arena Gremista será erguida no bairro Humaitá, e a TBZ-OAS será responsável por esse projeto. A decisão foi do Conselho Deliberativo em encontro no dia histórico realizado em 27 de março. As obras começarão no ano que vem e têm previsão de encerramento em 2012. Enquanto isso, o Imortal continuará a jogar no Olímpico Monumental. Ainda há um prazo de 90 dias para que o contrato entre o Grêmio e a TBZ-OAS seja assinado.

Agora, é fiscalizar e torcer para que tudo dê certo na construção da nova casa do Grêmio.

Projeto do Consórcio liderado pela TBZ para o Humaitá

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Membros do Consórcio: Construtora OAS Ltda., Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda., Banco Efisa S.A. e Companhia Província de Crédito Imobiliário.

Custo: R$ 270 milhões.

Local Proposto: bairro Humaitá.

Prazo de Construção: 2 anos.

Prazo de Exploração: 20 anos.

Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 65% e TBZ 35%.Receita anual estimada da Arena: R$ 56 milhões.

Financiamento: quem toma o financiamento para a construção é a SPE Promotora, da qual o Grêmio não participa, não restando obrigação da SPE Arena com qualquer tipo de ônus decorrente do financiamento.

Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center com 295.433 m²; escritórios com 214.700 m²; hotel com 35.000 m²; centro de convenções com 21.075 m²; habitação com 155.540 m²; estacionamento com 66.500 m².


O Dia D

Março 28, 2008
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Hoje é um dia histórico para o Grêmio, o dia que decidirá o futuro do Imortal. Finalmente, o Conselho Deliberativo se unirá para decidir o local da Arena Gremista. Humaitá ou Azenha? Odebrecht ou TBZ-OAS? Essas são as dúvidas que os gremistas possuem.

A resposta da primeira questão me parece mais óbvia. Não vejo com grandes chances que o local da Azenha, onde está o grande e sempre amado Olímpico Monumental, seja aprovado. Parece que está óbvio que, por questão de segurança, a diretoria não quer arriscar demolir o Olímpico antes que já tenha a Arena pronta. E isso me parece a decisão mais correta. Quais as garantias existentes para que a TBZ ou a OAS não possa falir antes da concretização da Arena? E se falir, como fica o Grêmio? Corremos um sério risco de ficarmos sem estádio. E o próprio projeto é inviável em vários aspectos. Para começar, o Grêmio teria que jogar num pequeno estádio, construído pela própria TBZ-OAS, no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas. No entanto, o Grêmio possui mais de 40 mil sócios, possui uma média de público superior a 20 mil, isso sem falar em jogos internacionais, como Libertadores, onde o Grêmio não poderia jogar em sua casa nos jogos finais, pois a Conmebol não permite que um estádio com baixa capacidade de público seja usado nos jogos decisivos. Portanto, a decisão de escolher a Azenha é muito arriscada. Ainda mais, temos um exemplo recente de uma grande parceira que faliu, e quase nos levou juntos. A ISL, a então parceira da FIFA, assim como de Grêmio e Flamengo no Brasil. A empresa organizou com a FIFA o primeiro Mundial de Clubes chancelado pela entidade, em 2000, e por conta de sua falência, o torneio só voltaria cinco anos depois, em 2005. Mas isso não foi só. O Grêmio entrou numa enorme crise financeira, a pior crise de sua gloriosa história, o que resultou em muito, a queda para série B. Dali, ficamos no fio da navalha, até a milagrosa Batalha dos Aflitos. E por esse exemplo recente em nossa história, é pouquíssimo provável que o Conselho Deliberativo se arrisque nessa aventura de demolir o Olímpico antes da conclusão da Arena, o que deixa praticamente o projeto da TBZ-OAS na Azenha fora do jogo. Além disso, eu prefiro o bairro Humaitá por desenvolvimento econômico do clube. O possível terreno da futura Azenha é de 34 hectares, mais do que o triplo da atual área do Olímpico. O que pode aumentar ainda mais o patrimônio do clube, assim como o seu empreendimento comercial. Além disso, o acesso é mais facilitado, com a proximidade da estação Anchieta da Trensurb, a Freeway que facilita o acesso para quem vem da região metropolitana e a proximidade do Aeroporto Salgado Filho. Esses são elementos que ampliam de maneira significante o projeto do estádio em ser sede da Copa do Mundo de 2014, o que é extremamente importante para o marketing esportivo do clube, que hoje, é essencial para o desenvolvimento econômico dos clubes, e isso é uma realidade nos dias atuais.

A segunda pergunta é mais difícil. Por um lado temos a construtora Odebrecht, e por outro, a concessionária portuguesa TBZ, que faz parceria com a construtora OAS. A empresa portuguesa está no mercado desde 1996, e é especialista, como diz em seu site, na gestão de estádios. Os portugueses administram o Santiago Bernabeu do Real Madrid, o estádio Cidade de Coimbra e o Estádio Olímpico João Havelange, em parceria com o Botafogo. Financeiramente, a TBZ é a melhor escolha. Com os portugueses, a divisão do faturamento da Arena nos 20 primeiros anos, seria de 65% para o Grêmio e 35% para a TBZ, numa receita anual prevista de 56 milhões de reais, o que garantiria aos cofres do Imortal, aproximadamente, 36 400 000 reais anuais, de acordo com as estimativas. Com a Odebrecht, a divisão é feita em 50% para cada lado, numa previsão de 59 milhões de reais anuais na receita com a Arena, o que deixa o Grêmio com uma receita de 29 milhões de reais anuais. Mas ainda não sei, se a TBZ tem condições de bancar tamanha diferença entre os valores das duas concorrentes ou faz isso como uma apelação contra a rival na construção da Arena. Sobre a construção, a OAS se encarregaria de realizar as construções da Arena no projeto da TBZ.

A grande crítica na questão da Arena é da inexistente participação da torcida gremista, principalmente dos sócio-torcedores, além das escassas informações sobre o tema. Não sabemos qual estudo feito para garantir que a reformulação do Olímpico é inviável, enquanto o Beira-Rio, apenas mais novo, será reformulado pela diretoria colorada. Talvez seja pelos motivos abordados aqui e por outros blogs, mas ainda sim, faltou à diretoria se explicar mais para os gremistas. Não sabemos se houve outras propostas, além da Odebrecht ou da TBZ, e como elas foram descartadas. Não sabemos o porquê de tantas datas para a definição do local da Arena e tantas datas remarcadas.

 

Sites para maiores informações

Odebrecht

TBZ

OAS


Pesquisa sobre a Odebrecht – Segunda Parte

Março 23, 2008
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Através do site da Odebrecht, é possível ver as obras feitas ou que ainda estão em andamento pela empresa. Ao acessar o site, vá para “Atuação” na barra superior da tela. Nela, você verá vários tópicos, como as obras por país, onde há aparição de um mapa com indicadores dos locais em que a Odebrecht já atuou; ou você pode fazer a pesquisa por ramo. Na área esportiva, a Odebrecht já participou nas construções do American Airlines Arena (Miami – EUA), Reforma do Autódromo Nelson Piquet, Reformas no Complexo do Maracanã e a construção do Estádio Olímpico João Havelange. E a Odebrecht tem mais projetos para as construções de novos estádios. Além da Arena Gremista, a empresa também entregou o projeto para Arena Ponte Preta. Já em obras culturais, a empresa foi responsável pela Restauração do Teatro Amazonas e pela construção do Teatro Castro Alves, entre outras obras.

A Odebrecht participou de outros empreendimentos imobiliários (como o Edifício-sede da Petrobras), obras envolvendo a transmissão de energia (como a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, entre vários outros exemplos), obras hidráulicas, obras industriais, serviços de óleo e gás.

Além desses segmentos, Odebrecht também tem grande participação em transporte, como as construções de várias rodovias, em obras nos portos (como no Porto do Rio Grande, entre outros), Pontes ( como, por exemplo, a Ponte Governador Colombo Salles), aeroportos (Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão/Tom Jobim, Ampliação do Aeroporto Santos Dumont, Ampliação do Aeroporto de Miami – Terminal Norte, Ampliação do Aeroporto de Miami – Terminal Sul, e outros) e Metrô (Linha 5 do Metrô de São Paulo, Metrô de Recife – Metrorec, Metrô de São Paulo – Extensão da Linha 2, Metrô de São Paulo – Extensão da Linha 2, Metrô do Rio de Janeiro – Extensão da Linha 1, Ampliação do Metrô de Lisboa, entre outras obras no ramo).

Já o Metrô de São Paulo – Linha 4 merece um tópico específico. Ainda mais quando é preciso lembrar do acidente que ocorrera em 2007, no dia 12 de janeiro, quando uma cratera se abriu sobre as obras da linha do Metrô no bairro Pinheiros, em São Paulo. Nesse trágico acidente, setes pessoas morreram. Segundo uma nota do site da Globo (a mais recente que eu achei sobre o assunto), as obras não seguiram as determinações do projeto, e também houve a baixa qualidade do material de concreto, elementos que possivelmente causaram o trágico acidente.

 

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Vista interna da Cratera de Pinheiros
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Vista aérea do desastre de Pinheiros

A Odebrecht tem clientes e parceiros, como a Petrobrás, Infraero, Furnas, Companhia Vale do Rio Doce, Eletronorte, Metrô de São Paulo, Metrô de Lisboa, Aeroporto Internacional de Miami, entre outros. Para ver mais parceiros, vá para o mesmo item “Atuação” no site da Odebrecht, e se dirija para o tópico “Clientes Parceiros”.

PS: Apesar da pesquisa do blog, eu ainda acho que ela poderia ser mais completa, mas se fosse abordar tudo, o artigo correria um risco de ficar longo demais. Por isso, deixei aqui os acessos para o site da Odebrecht e as reportagens. A finalidade deste artigo não é apenas dá aqui uma matéria, mas também ajudar aos caros colegas gremistas para também pesquisem por conta própria e ficarem mais por dentro da situação. Espero ter ajudado um pouco a mostrar o caminho para as pesquisas. Ainda fico devendo a pesquisa sobre a TBZ.

 

Imagens de algumas Obras da Odebrecht

arena_pontepreta1.jpg Arena Ponto Preta (projeto)
marcana.jpg Reformas no complexo esportivo do Maracanã
joao-havelange-nova.jpg Estádio Olímpico João Havelange
petrobras_sede.jpg Prédio Sede da Petrobrás – Rio de Janeiro
teatro_amazonas.jpgRestauração do Teatro Amazonas
teatro_castro_alves.jpg Teatro Castro Alves

Pesquisa sobre a Odebrecht – Primeira Parte

Março 23, 2008

Nota do Sita da Folha, publicado no dia  12 de janeiro de 2008, às 18h59m

“Líder de consórcio que constrói metrô, Odebrecht é maior empreiteira do país

da Folha Online

O grupo Odebrecht, por meio de sua subsidiária CBPO Engenharia Ltds., é o líder do consórcio responsável pela construção da linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, cujas obras desabaram nesta sexta-feira e criaram uma cratera gigante no bairro de Pinheiros (zona oeste).

O consórcio também é formado por outras empresas: as construtoras OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. A obra também conta com duas outras empresas: a Alstom e a Siemens.

A Odebrecht é a maior empreiteira do Brasil e também está presente em 18 países das Américas, Oriente Médio, África e Europa.

Sua divisão de engenharia atua em vários ramos da construção pesada e já fez rodovias, ferrovias, aeroportos, obras de saneamento básico, pontes, hidrelétricas e estações de tratamento de água.

Uma das maiores exportadoras de serviços do Brasil e uma das cinco maiores construtoras mundiais de hidrelétricas, a empresa conta hoje com cerca de 30 mil trabalhadores.

A empresa foi fundada em 1944 por Norberto Odebrecht em Salvador (BA). A construtora Norberto Odebrecht se destacou na construção de obras de grande porte e se espalhou rapidamente pelo país.

Com a fundação da Petrobras, na década de 50, a Odebrecht ganhou um importante cliente para quem construiu refinarias, plataformas, prédios e portos e perfurou poços em alto-mar.

Na década de 60, a empresa cresceu pela região Nordeste com as obras realizadas após a criação da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).

Entre as obras que foram construídas estão o teatro Castro Alves em Salvador, o edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro, a usina nuclear de Angra 1, o aeroporto internacional Tom Jobim (Rio) e o campus da UERJ.

Em 1980, a Odebrecht incorporou a CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras), empresa paulista fundada em 1931 pelo engenheiro Oscar Americano da Costa, que posteriormente passou a se chamar CBPO Engenharia Ltda, a líder do consório que constrói a linha 4 do metrô.

Na época, a CBPO era uma das maiores construtoras brasileiras com uma extensa lista de obras realizadas, como as usinas de Itaipu, Xavantes, Capivara, Nova Avanhandava, Rosana e Foz do Areia; e as rodovias dos Imigrantes, dos Trabalhadores e Castelo Branco.

A partir de 1979, a Odebrecht iniciou sua atuação internacional com a construção de uma hidrelétrica no Peru.

Nos anos seguintes, construiu importantes obras na Argentina, Angola, Equador, Portugal, Reino Unido, México, Uruguai, Colômbia, Bolívia e Estados Unidos. Em Miami (Flórida), a empresa já construiu um metrô de superfície.

Na área de segurança, a empresa informa em seu site que “programas e campanhas para a promoção da saúde e da segurança ocorrem durante todo o ano nos escritórios e nas obras”.

“São realizadas palestras, treinamentos, avaliações diárias dos riscos das tarefas antes do seu início e eventos como as semanas de prevenção de acidentes”, diz o site da empresa.

O grupo Odebrecht também é um dos principais acionistas da Braskem, formada em 2002 pela fusão dos ativos de petroquímica da empresa e da Mariani com a Copene.

Em 2005, a Odebrecht teve grande destaque no noticiário com o desaparecimento do engenheiro João José de Vasconcellos Jr., que trabalhava para a empresa no Iraque. Ele trabalhava na reforma de uma usina hidrelétrica em Beiji, no norte do país árabe, quando foi seqüestrado e nunca mais foi encontrado.”


Datas, propostas e opinião sobre Arena Gremista

Março 23, 2008

No dia 27 deste mês, finalmente, o Conseho Deliberativo do Grêmio finalmente decidirá o local da Arena Gremista. Ao menos, é o que tudo indica. Porque fica difícil confirmar essa data. No começo do ano, falava em 22 de janeiro. Em seguida passou para depois do Carnaval, ainda no mês de fevereiro. E depois, pelo que tinha lido, estava marcado para o dia 18 de março. Hoje, é dia 27 de março, mas vai saber…

Sobre as opções. Para a minha opinião, não há a mínima chance do local da Azenha ser aprovado. Essa é a minha sensação (posso quebrar a cara). Afinal, os conselheiros não querem, é uma proposta insegura, pois se ocorre a falência do consórcio TBZ na construção do novo estádio na atual área do Olímpico, o Grêmio poderia ficar sem estádio. Depois do que ocorreu com a ISL, os conselheiros não se aventurariam nesse jogo de alto risco. E fora que, se essa opção for aprovada, vamos jogar em dois anos no CT de Eldorado, num estádio construído às pressas com capacidade para 14 mil pessoas. Mas isso é inviável. E como ficam os mais de 40 mil sócios? E a média de público, que passa dos 20 mil? E como fica numa eventual final de Libertadores, com a regra da Conmebol que deixa claro que só estádios com capacidade superior a 40 mil jogam as finais? Então, não há como. E segundo, o local no Bairro Humaitá é maior, o espaço comercial do Grêmio seria mais amplo, o acesso é mais fácil (próximo ao Aeroporto, Freeway, Trensurb), principalmente para quem vem da região Metropolitana. Esses são elementos fundamentais para a diretoria brigar de frente com o Internacional para sede da Copa do Mundo de 2014, que para planos de marketing, é muito importante. Portanto, acho que a proposta da TBZ será aceita, por questão financeira mais favorável, mas será a proposta do Humaitá.

E não estou aqui para fazer campanha da escolha do bairro Humaitá. Apenas estou dando uma opinião sincera daquilo que eu acho melhor para o Grêmio em termos de desenvolvimento econômico para o clube e segurança nesse projeto. Mesmo assim, eu tenho muitas dúvidas, por exemplo, do por que do Olímpico não poder passar por reformas, assim como passará o Beira-Rio. A diferença entre os estádios não é grande, a ponto de justificar isso. Mesmo assim, eu prefiro Humaitá, pelos motivos já escritos aqui. E não sou um antitradicionalista, muito pelo contrário. Eu gostaria que a Azenha oferecesse mais vantagens do que o bairro Humaitá, pelo enorme carinho que eu tenho pela casa do Grêmio, assim como qualquer gremista. Mas isso não ocorre, por isso, devo deixar o que eu sinto de lado e ver a melhor opção para o novo estádio.

Abaixo, os dados dos três projetos, publicados no site Movimento Grêmio Novo

Proposta do Grupo Odebrecht para o Humaitá

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Componentes do Grupo: Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura Ltda., Construtora Norberto Odebrecht S.A. e Odebrecht Administradora e Corretora de Seguros.

Custo: R$ 294 milhões.

Local Proposto: Bairro Humaitá.

Prazo de Construção: 3 anos.

Prazo de Exploração: 20 anos.

Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 50% e Odebrecht 50%.

Receita anual estimada da Arena: R$ 59 milhões.

Financiamento: a SPE Arena contrai financiamento de R$ 190 milhões, que deverá ser pago, em 10 anos, por ambos os sócios.

Repasse: a SPE Arena repassara R$ 5,6 milhões por ano, durante 20 anos, para o Grêmio Foot-Ball Porto-alegrense.

Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center; centro empresarial; hotel; centro de convenções; estacionamento.

 

Proposta do Consórcio liderado pela TBZ para o Humaitá

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Membros do Consórcio: Construtora OAS Ltda., Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda., Banco Efisa S.A. e Companhia Província de Crédito Imobiliário.

Custo: R$ 270 milhões.

Local Proposto: bairro Humaitá.

Prazo de Construção: 2 anos.

Prazo de Exploração: 20 anos.

Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 65% e TBZ 35%.Receita anual estimada da Arena: R$ 56 milhões.

Financiamento: quem toma o financiamento para a construção é a SPE Promotora, da qual o Grêmio não participa, não restando obrigação da SPE Arena com qualquer tipo de ônus decorrente do financiamento.

Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center com 295.433 m²; escritórios com 214.700 m²; hotel com 35.000 m²; centro de convenções com 21.075 m²; habitação com 155.540 m²; estacionamento com 66.500 m².

Proposta do Consórcio liderado pela TBZ para a Azenha

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Membros do Consórcio: Construtora OAS Ltda., Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda., Banco Efisa S.A. e Companhia Província de Crédito Imobiliário.

Custo: R$ 270 milhões.

Local Proposto: Azenha, onde está localizado o Estádio Olímpico.

Prazo de Construção: 2 anos.

Prazo de Exploração: 20 anos.

Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 65% e TBZ 35%.Receita anual estimada da Arena: R$ 56 milhões.

Financiamento: quem toma o financiamento para a construção é a SPE Promotora, da qual o Grêmio não participa, não restando obrigação da SPE Arena com qualquer tipo de ônus decorrente do financiamento.

Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center com 154.080 m²; escritórios com 131.250 m²; hotel com 35.000 m²; centro de convenções com 23.200 m²; habitação com 12.300 m²; estacionamento com 107.700 m².


Mais um texto sobre Arena

Março 9, 2008

Este é um texto muito interessante, enviado pela Maria Viera ao Grêmio Imortal.


INTEGRAÇÃO OU ENTREGAÇÃO?

NECESSIDADE DE ANÁLISE PELAS COMISSÕES A maioria da Comunidade Gremista está preocupada com o projeto denominado ARENA e seus desdobramentos.
Esta preocupação é justificada pela total falta de informação sobre o processo que resultou na seleção das duas propostas.
Quais eram as outras? Por que foram rejeitadas?
Quais os critérios que foram utilizados na seleção das mesmas?
Quais os estudos que demonstram que a remodelação do Estádio Olímpico é inviável? O crescimento sustentável de uma organização ou da sociedade traz em si a idéia do crescimento aliado a preservação e diz que “tanto as gerações presentes e futuras tenham reconhecidas como direito fundamental a vida num ambiente sadio e não degradado”(Dennis Meadows-1972). Em 1987 este conceito foi ampliado e parte do princípio que “ o desenvolvimento econômico e social deve satisfazer as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.(RelatórioBrun). Está este projeto alinhado com este conceito?
O executivo Marco Antônio Herling da LusoArenas, defende um maior espaço para o capital privado na organização da Copa do Mundo de 2014. Ele alerta que o referido capital enfrenta dificuldades no setor esportivo brasileiro.
Em entrevista à revista Exame concedida em 27/11/2007 cita como prováveis investidores a Global Spectrum ,que trabalha no sistema de gestão para área de eventos e esportes.
Outro participante dos empreendimentos é a Stadium Capital,uma divisão do Banco Morgan Stanley. M.A.Herling salienta que a empresa TBZ estuda o mercado de estádios no Brasil desde 2001. Considera estes empreendimentos de altíssimo risco, porque na sua visão, envolvem: problemas políticos, problemas com a moeda, entre outros.
Lembra que também há dificuldades para o financiamento dos projetos. Na sua opinião, um estádio é para jogar futebol.
Concertos, por exemplo, são considerados atividades marginais, que geram custos de reparos elevados, e que os organizadores de shows preferem locais menores, onde possam aumentar as margens de lucros.
Parte do princípio que a remodelação de estádios já existentes não é interessante, pois pode acarretar custos não desejáveis aos investidores.

Texto enviado pela colaboradora MARIA VIEIRA”


Está no Blog Grêmio Acima de Tudo

Março 9, 2008
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Emirates Stadium

O blog Grêmio Acima de Tudo publicou o Reflexões sobre Arena, artigo muito interessante sobre o novo estádio do Grêmio, abordando que o modelo para sua construção deva ser o Emirates Stadium, estádio do Arsenal. Mas outro fator que me preocupou está relacionado aos ingressos, que serão entre R$ 25 a R$ 30. O que é preocupante, e os dirigentes brasileiros parecem ter dificuldades para entender, que não há como “elitizar” o futebol brasileiro, já que o povo brasileiro tem um poder aquisitivo muito menor do que os países europeus. Não precisa viajar muito para chegar a essa conclusão. Some isso pelo fato da Geral ser formado, por sua maioria, por pessoas simples, que ganham pouco. E a grande força do Grêmio está na Geral. Portanto, é um conceito que precisa ser revisto. Um estádio aqui no Brasil que segue essa linha, é a Arena da Baixada, do Atlético Paranaense. E já vi muitos torcedores do Atlético Paranaense reclamarem dos altos ingressos, e ver o estádio longe de sua capacidade máxima em vários jogos. Então, essa não é uma tática nova no Brasil, já foi usada em outras vezes, e dá sinais que não dá certo, ao menos, até quando o poder aquisitivo do brasileiro aumentar, que de forma considerável, deverá ocorrer a longo prazo (por enquanto, bote “longo” nisso). E se os dirigentes querem que a Arena Gremista seja uma La Bombonera, em termos de pressão de torcida, terão que aliviar os custos dos ingressos.

Artigo publicado no blog Grêmio Acima de Tudo:

Reflexões sobre Arena
Segundo já foi noticiado nos veículos de comunicação em nosso Estado, a Arena do Grêmio terá o modelo do Emirates Stadium, do Arsenal e o clube venderá o nome da mesma para alguém que este disposto a pagar R$ 5 milhões anuais.
Segundo estas mesmas notícias o ingresso mais barato ficará entre R$ 25 e R$ 30.
Obs.: Fomos verificar no site oficial do Arsenal e lá descobrimos que o último título ganho no Campeonato Inglês foi 2004, jogado no antigo estádio. O novo foi inaugurado em JULHO/2006.Abaixo tem um link para um artigo escrito por, Marcos Alvito( Doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo)que faz uma retrospectiva da maneira como se tratava o futebol inglês até a atual forma de “administrar”este esporte.
Mostra claramente a “evolução”da torcida, quando torcedores apaixonados dão vez nos estádios para o torcedores com poder econômico.
Apresenta de uma forma simples e de fácil entendimento a mercantilização do futebol com a introdução de novas Arenas e a modificação na forma comercial deste esporte até então “popular”.
Indicamos esta leitura, não só pela compreensão do assunto Arena, mas para entendermos melhor a evolução do futebol ao longo dos anos.
http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=423&anterior=122