O Desinteresse pela proposta da TBZ

Fevereiro 1, 2008

Saiu no site da Zero Hora e no Blog Wianey Carlet um fato estranho e digno de atenção. Até o momento que saiu a notícia nestes meios de comunicação, dos 313 conselheiros aptos a votar na decisão do local da nova Arena, apenas 80 analisaram a proposta entregue pela TBZ-OAS no dia 30 de janeiro. Talvez, seja influência do feriado de carnaval, mas o fato não deixa de ser um tanto estranho. E combina isso o fato da proposta da TBZ ser muito arriscada, pois caso a construtora quebre durante as obras, o Grêmio poderia ficar sem estádio (e outros possíveis motivos já estabelecidos neste blog). Ainda some isso ao fato do projeto da TBZ precisar de uma desapropriação de uma rua próxima ao Olímpico, e no tamanho da burocracia da Prefeitura privatizar o local, para que as obras sejam realizadas lá. Mas talvez, depois do feriado, mais conselheiros vejam a proposta da TBZ. Entretanto, está na cara que a Odebrecht deve ganhar essa corrida. Parece que o local da Arena está decidido, e a votação do Conselho Deliberativo seria apenas um seguimento de protocolo.

Embaixo, estão na íntegra os textos e os links da Zero Hora e do Blog Wianey Carlet.

Link: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a1752539.xml

“Consórcio português entrega proposta oficial da Arena

Escolha de local será feita em reunião entre os dias 11 e 20 de fevereiro

O consórcio português TBZ-OAS entregou ontem ao Grêmio a proposta oficial para a construção da Arena na Azenha. A Odebrecht, que prevê o complexo esportivo no bairro Humaitá, já havia entregue o projeto definitivo na semana passada. A escolha será feita em reunião do Conselho Deliberativo, entre os dias 11 e 20 de fevereiro.

Dos 313 conselheiros aptos a votar, apenas 80 tiveram interesse em analisar o projeto — cujas minúcias foram disponibilizadas a eles pelo vice-presidente de planejamento do clube, Eduardo Antonini”.

Blog Wianey Carlet: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1753493.xml&template=3916.dwt&edition=9221&section=65

O Grêmio já recebeu as propostas das duas empresas interessadas em construir uma arena para o clube: Odebrecht e o consórcio português TBZ-OAS. Uma delas deseja levantar o novo estádio no lugar onde está o Olímpico. Esta proposta deverá ser rejeitada pelo Conselho Deliberativo, por duas razões: seria arriscado derrubar o Olímpico e ficar sem estádio próprio durante vários anos. E se a construtora, por exemplo, quebra durante a construção? Abre falência? Além disso, esta proposição exige a desapropriação de uma rua marginal ao Olímpico. A Prefeitura Municipal teria muita dificuldade para aprovar a privatização de um bem público. Resta Humaitá como local para a construção da arena. O CD deliberativo vai decidir, mas, desde já, chama a atenção a aparente alienação do órgão. Dos seus 313 membros, apenas 80 conselheiros tiveram interesse em analisar o projeto. É possível, até provável, que o período de férias seja responsável por esta atitude. Tomara que seja”.


Um alerta sobre a TBZ

Fevereiro 1, 2008

O texto é de autoria de Marcelo Damato, no seu Blog Além do Jogo (muito interessante o blog), e aborda algumas questões envolvendo a Arena Gremista e a TBZ, que valem como alerta.

O mistério que vem de Portugal

Parece cada vez mais que o grupo de empresas que surgiu em Portugal para operar com futebol não faz bem o que promete. O primeiro caso é o da LusoArenas, empresa que se diz especializada em construção de estádios, mas que nem no próprio site aponta um estádio que tenha construído.

Em comunicação ao blog, a empresa afirma que seus parceiros são confidenciais e citou apenas dois: Náutico e governo da Bahia, sendo que este nem sequer confirma o acordo.

Agora surge no noticiário a TBZ, apontada como uma gestora de estádios, mas que consegue apontar apenas um. o estádio da Cidade de Coimbra. De fato, parece ter mais experiência em gestão de marcas.
Em vários lugares é dito que a TBZ administra o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid. O que existe é que ela é a gestora da marca Real Madrid na Europa. O acordo é recentíssimo, acertado no final de outubro.

No Brasil a TBZ negocia para ser a gestora do Engenhão, em parceria como Botafogo, e integra uma das propostas para construir e gerir o novo estádio do Grêmio.

A empresa diz que tem 11 anos, mas não se consegue saber o que fazia nos primeiros anos.

Para um país que necessita de mais trabsparência na admonistração do futebol, eses parceiros estão no mínimo na contramão.

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Vídeo Arena 1

Fevereiro 1, 2008