TBZ-OAS entrega o seu projeto

 

 

O grupo português TBZ entregou no dia 30 de janeiro, a proposta de construir a Arena Gremista. A TBZ quer que a Arena Multiuso seja erguida na Azenha, justamente sobre o atual Olímpico. A construtora brasileira Odebrecht entregou na semana passada o seu projeto, que prevê a construção da nova Arena no Bairro Humaitá. Vamos entender um pouco, a proposta de cada um. É preciso analisar, além da localidade, o ganho financeiro do Grêmio nesses acordos ( como o acerto do faturamento, que envolve bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação).

 

TBZ: Quer que a nova Arena seja construída na Azenha, exatamente onde está o Olímpico. A própria empresa construiria um estádio no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas, enquanto a Arena fosse construída sobre o querido Olímpico Monumental. A maior vantagem da proposta dos portugueses está no faturamento. O Grêmio ficaria com 65% dos faturamentos do estádio nos próximos 20 anos, depois de efetuada a construção da Arena, enquanto a TBZ ficaria com os outros 35%. Após 20 anos, o Imortal passaria a ficar com 100% do faturamento. O custo das obras seria de 280 milhões de reais, sendo que a TBZ assumirá os custos e terá o apoio financeiro do banco português Efisa.

 

Odebrecht: Pretende construir a Arena no Bairro Humaitá, onde está o terreno da Habitasul, do qual o grupo já acertou a compra do terreno e usá-lo para a construção do novo estádio, terreno que custará 40 milhões de reais. O custo do estádio seria de 300 milhões de reais, sendo que 190 milhões de reais sairiam da Odebrecht. Dos 110 milhões de reais restantes, 55 milhões de reais sairiam da venda do Olímpico, que já possui um investidor interessado no estádio. A outra metade seria investida pela própria empreiteira. Já a divisão do faturamento é menos vantajosa, se comparado com a TBZ. A Odebrecht quer ficar com 50% dos faturamentos, e o Grêmio ficaria com os outros 50% nos próximos 20 anos. Depois desse prazo, o Grêmio passa a ter 100% dos faturamentos do estádio.

 

A decisão da localidade da nova Arena deverá ocorrer entre os dias 11 a 20 de fevereiro, numa decisão do Conselho Deliberativo. Após a escolha do local, o contrato entre o Grêmio e a Odebrecht ou a TBZ será assinado até maio, para em seguida, a prefeitura e o governo do Estado emitam autorizações dentro de aproximadamente nove meses, para a construção da Arena. Nesse período, nasceria a Grêmio Empreendimentos, que gerenciará a Arena. A previsão de conclusão da Arena é de 2012. E após a conclusão da Obra, o Grêmio venderá o nome da Arena por 5 milhões de reais para uma marca interessada (como ocorre na Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense, que é atualmente Kyocera Arena).

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