Opinião sobre a localização da Arena

Janeiro 31, 2008

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A minha preferência é que a nova Arena Gremista seja construída no Bairro Humaitá. Por mais difícil que seja ver o Grêmio sair da Azenha, e mais ainda, ver o Olímpico demolindo após a conclusão do novo estádio gremista. Mas a opção mais segura e melhor em termos de desenvolvimento, é mesmo a localização do Bairro Humaitá. Segurança porque se algo der errado com as obras, caso um consórcio vá à falência (algo muito comum num mundo capitalista), ao menos, ainda teríamos o Olímpico de pé e não correríamos risco de ficarmos sem estádio. Outro fator é que a proposta da TBZ é fazer um pequeno estádio no CT de Eldorado do Sul com capacidade de 14 mil pessoas. Mas o número de sócios do Grêmio passa 30 mil e a média de público supera os 20 mil. Além, é claro, como é que poderemos jogar num estádio de 14 mil em competições internacionais? Vale lembrar, que numa eventual final de Libertadores, a Conmebol estabeleceu a regra que o estádio da final teria que ter capacidade para no mínimo 40 mil espectadores. Outro fator a se levar em conta é o financeiro. Aí, a proposta da TBZ é mais rentável do que a Odebrecht. Nos primeiros 20 anos da Arena, com a TBZ, o Grêmio teria um arrecadaria com o novo estádio 65% do faturamento (bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação), e a TBZ ficaria com os outros 35%. Já a Odebrecht quer ficar com 50% dos faturamentos, enquanto o Grêmio ficaria com os outros 50% nos 20 primeiros ambos. Nas duas propostas, o Grêmio passaria a ter 100% do faturamento da Arena após 20 anos. Se analisarmos neste ponto, melhor a TBZ, certo? Pode ser, mas a Arena no bairro Humaitá permitirá o Grêmio lucrar mais do que na Azenha. Para começar, o acesso, que se dá na Freeway, facilitará a vinda de gremistas da região metropolitana e do interior, localidade que fica cerca de 500 metros da estação Anchieta de metrô da Trensurb e próximo ao Aeroporto Salgado Filho, que tem o projeto da Trensurb de implantar um aeromóvel que liga o aeroporto para a estação de metrô local, além da implantação de novas linhas de ônibus. Outra vantagem que a proximidade do Aeroporto Salgado Filho com a Arena, é o turismo. Já na Azenha, o acesso é mais difícil, as ruas são mais apertadas e toda vez que há jogo, há um congestionamento. Outro fator é o terreno. O terreno no Humaitá é de 34 hectares, enquanto a área onde se localiza o Olímpico possui oito hectares. É inviável expandir a área do novo estádio na Azenha, pois é uma área totalmente urbanizada, e conseqüentemente, os terrenos são muito mais caros e isso inviabilizaria a compra de novas áreas. E essas vantagens da Arena no Humaitá dão mais bagagens ao novo estádio gremista concorrer com o remodelado Beira-Rio na briga pela sede da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil e terá uma das sedes em Porto Alegre (mesmo sendo difícil, pois a impressão que eu tenho é que a relação entre Ricardo Teixeira e Internacional está melhor, isso é uma grande vantagem se tratando do “ilustre” presidente da CBF). Mas o mais importante não é a Copa do Mundo, apesar de ser algo muito rentável para o clube dono da sede e uma boa acelerada no marketing. E também independentemente da localização do novo estádio, o mais importante é que até 2012, o Grêmio esteja com suas dívidas zeradas e com a nova Arena Multiuso, volte a crescer não só esportivamente, mas economicamente.

 

A questão é polêmica. Eu preferia que todas essas vantagens estivessem na Azenha, para assim, o Grêmio não saísse de sua casa. Só que pelo meu ponto de vista, as vantagens da Arena na Zona Norte são melhores. No entanto, não ha vantagens apagarão o sentimento do gremista em relação ao Olímpico. O estádio é Imortal, assim como o clube, pois o que torna o algo imortal, não é o concreto, e sim a sua história gloriosa e o espaço que o estádio ocupará na memória de todo gremista.

 


Projeto TBZ-OAS

Janeiro 31, 2008
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TBZ-OAS

Localização da Arena: Azenha (sobre o Olímpico Monumental).

Tamanho do local de obra: Oito hectares.

Jogos do Grêmio durante as obras: O plano da TBZ é de construir um estádio no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas, que o Grêmio utilizaria durante as obras.

Custo: R$ 280 milhões.

Previsão de conclusão das obras: Dois anos (mas o Grêmio projeta em três anos).

Complexo: Junto com estádio, haveria também centro de convenções, shopping, hotel, edifício residencial, e estacionamento para cinco mil veículos.

Proposta quanto ao faturamento: Nos primeiros 20 anos, os lucros da Arena serão 65% para o Grêmio e 35% para o consórcio. Após o prazo de 20 anos, o Grêmio teria direito a 100% dos faturamentos da Arena.


Projeto Odebrecht

Janeiro 31, 2008
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Odebrecht

Localização da Arena: Bairro Humaitá.

Tamanho do terreno: 34 hectares.

Custo: R$ 300 milhões.

Previsão de conclusão das obras: Três anos.

Complexo: Além do estádio, estão previstos no projeto centro empresarial, lojas, hotel, e estacionamento para sete mil veículos.

Proposta quanto ao faturamento: A Odebrecht quer divisão de faturamentos (bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação), em 50% pelos primeiros 20 anos, sendo que o Grêmio ficaria com os outros 50% dos lucros. Após o prazo de 20 anos, o Grêmio passaria a ter 100% dos valores arrecadados na Arena.


Reportagem da Zero Hora

Janeiro 31, 2008

“Portugueses entregam hoje proposta para a Arena

De 11 a 20 de fevereiro, o Conselho Deliberativo será convocado para escolher o local

Leandro Behs | leandro.behs@zerohora.com.br

O Grêmio recebe hoje a proposta definitiva do consórcio português TBZ-OAS — que sugere demolir o Olímpico e construir a Arena na Azenha. A oferta final da Construtora Norberto Odebrecht — com a obra no bairro Humaitá — foi entregue semana passada. A previsão do clube é que a Arena esteja concluída em janeiro de 2012. Confira onde pode ser construído o novo estádio

Após análises das propostas, o grupo de estudos do projeto (composto pelo presidente do Grêmio, Paulo Odone, pelo diretor de planejamento do clube, Eduardo Antonini, além dos conselheiros Antônio Britto, Jorge Gerdau Johannpeter e Alexandre Grendene) exigiu dos consórcios melhores condições para o clube — como maior percentual de participação nos primeiros 20 anos de exploração da Arena.Entre os dias 11 e 20 de fevereiro, o Conselho Deliberativo será convocado para escolher o local de construção da Arena. A oferta da Odebrecht é a favorita. Após a escolha do local, o contrato deverá ser assinado até maio. Depois, serão necessários pelo menos nove meses até que o município e o governo do Estado emitam autorizações definitivas para a construção. Neste intervalo, será criada a Grêmio Empreendimentos — empresa do próprio clube, que gerenciará a Arena e da qual Paulo Odone dificilmente será presidente.A proposta da Odebrecht prevê divisão de lucros em 50% pelos primeiros 20 anos: bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação. Depois deste prazo, a Grêmio Empreendimentos ficará com 100%.

A obra terá um custo total de R$ 300 milhões, sendo R$ 190 milhões financiados pela Odebrecht. Dos R$ 110 milhões restantes, metade sairá da venda do Olímpico — já há um investidor interessado no estádio, que seguirá sendo utilizado pelo Grêmio durante os três anos de construção da Arena — e os demais R$ 55 milhões serão investidos pela própria empreiteira. A Odebrecht acertou a compra do terreno da Habitasul – junto à Avenida Castelo Branco, no bairro Humaitá — por R$ 40 milhões.

Já o projeto da TBZ-OAS prevê a demolição do Olímpico. Levará três anos para ser concluída. O consórcio construirá um estádio para 14 mil pessoas em Eldorado do Sul. A obra terá um custo de R$ 280 milhões, e a TBZ-OAS assumirá o financiamento junto ao banco português Efisa. Nos primeiros 20 anos, os lucros da Arena serão 65% para o Grêmio e 35% para o consórcio.

Ambos os projetos prevêem estádio coberto, para 50 mil torcedores sentados em cadeiras e três andares de arquibancadas. O modelo é o Emirates Stadium, do Arsenal, erguido pela companhia aérea Fly Emirates. O Grêmio venderá o nome da Arena para uma multinacional por R$ 5 milhões anuais. O ingresso mais barato ficará entre R$ 25 e R$ 30.

— Ambos os projetos são viáveis. O clube manterá a sua autonomia no futebol e em receitas advindas da marca Grêmio, bem como a venda de jogadores — disse o diretor de planejamento gremista, Eduardo Antonini.”

Link: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Esportes&newsID=a1751290.xml


TBZ-OAS entrega o seu projeto

Janeiro 31, 2008

 

 

O grupo português TBZ entregou no dia 30 de janeiro, a proposta de construir a Arena Gremista. A TBZ quer que a Arena Multiuso seja erguida na Azenha, justamente sobre o atual Olímpico. A construtora brasileira Odebrecht entregou na semana passada o seu projeto, que prevê a construção da nova Arena no Bairro Humaitá. Vamos entender um pouco, a proposta de cada um. É preciso analisar, além da localidade, o ganho financeiro do Grêmio nesses acordos ( como o acerto do faturamento, que envolve bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação).

 

TBZ: Quer que a nova Arena seja construída na Azenha, exatamente onde está o Olímpico. A própria empresa construiria um estádio no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas, enquanto a Arena fosse construída sobre o querido Olímpico Monumental. A maior vantagem da proposta dos portugueses está no faturamento. O Grêmio ficaria com 65% dos faturamentos do estádio nos próximos 20 anos, depois de efetuada a construção da Arena, enquanto a TBZ ficaria com os outros 35%. Após 20 anos, o Imortal passaria a ficar com 100% do faturamento. O custo das obras seria de 280 milhões de reais, sendo que a TBZ assumirá os custos e terá o apoio financeiro do banco português Efisa.

 

Odebrecht: Pretende construir a Arena no Bairro Humaitá, onde está o terreno da Habitasul, do qual o grupo já acertou a compra do terreno e usá-lo para a construção do novo estádio, terreno que custará 40 milhões de reais. O custo do estádio seria de 300 milhões de reais, sendo que 190 milhões de reais sairiam da Odebrecht. Dos 110 milhões de reais restantes, 55 milhões de reais sairiam da venda do Olímpico, que já possui um investidor interessado no estádio. A outra metade seria investida pela própria empreiteira. Já a divisão do faturamento é menos vantajosa, se comparado com a TBZ. A Odebrecht quer ficar com 50% dos faturamentos, e o Grêmio ficaria com os outros 50% nos próximos 20 anos. Depois desse prazo, o Grêmio passa a ter 100% dos faturamentos do estádio.

 

A decisão da localidade da nova Arena deverá ocorrer entre os dias 11 a 20 de fevereiro, numa decisão do Conselho Deliberativo. Após a escolha do local, o contrato entre o Grêmio e a Odebrecht ou a TBZ será assinado até maio, para em seguida, a prefeitura e o governo do Estado emitam autorizações dentro de aproximadamente nove meses, para a construção da Arena. Nesse período, nasceria a Grêmio Empreendimentos, que gerenciará a Arena. A previsão de conclusão da Arena é de 2012. E após a conclusão da Obra, o Grêmio venderá o nome da Arena por 5 milhões de reais para uma marca interessada (como ocorre na Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense, que é atualmente Kyocera Arena).


Apresentação

Janeiro 31, 2008

 

 

 

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É o novo Blog de minha autoria, que terá a finalidade de armazenar notícias sobre a Arena Gremista durante a realização de suas obras. Nela, farei pesquisas sobre assuntos que envolvem a Arena e os grupos envolvidos. Trata-se de um grande tema, que quero levar até a conclusão das obras. Saudações do Imortal.