Local decidido

março 28, 2008
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Agora está confirmado. A Arena Gremista será erguida no bairro Humaitá, e a TBZ-OAS será responsável por esse projeto. A decisão foi do Conselho Deliberativo em encontro no dia histórico realizado em 27 de março. As obras começarão no ano que vem e têm previsão de encerramento em 2012. Enquanto isso, o Imortal continuará a jogar no Olímpico Monumental. Ainda há um prazo de 90 dias para que o contrato entre o Grêmio e a TBZ-OAS seja assinado.

Agora, é fiscalizar e torcer para que tudo dê certo na construção da nova casa do Grêmio.

Projeto do Consórcio liderado pela TBZ para o Humaitá

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Membros do Consórcio: Construtora OAS Ltda., Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda., Banco Efisa S.A. e Companhia Província de Crédito Imobiliário.

Custo: R$ 270 milhões.

Local Proposto: bairro Humaitá.

Prazo de Construção: 2 anos.

Prazo de Exploração: 20 anos.

Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 65% e TBZ 35%.Receita anual estimada da Arena: R$ 56 milhões.

Financiamento: quem toma o financiamento para a construção é a SPE Promotora, da qual o Grêmio não participa, não restando obrigação da SPE Arena com qualquer tipo de ônus decorrente do financiamento.

Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center com 295.433 m²; escritórios com 214.700 m²; hotel com 35.000 m²; centro de convenções com 21.075 m²; habitação com 155.540 m²; estacionamento com 66.500 m².


O Dia D

março 28, 2008
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Hoje é um dia histórico para o Grêmio, o dia que decidirá o futuro do Imortal. Finalmente, o Conselho Deliberativo se unirá para decidir o local da Arena Gremista. Humaitá ou Azenha? Odebrecht ou TBZ-OAS? Essas são as dúvidas que os gremistas possuem.

A resposta da primeira questão me parece mais óbvia. Não vejo com grandes chances que o local da Azenha, onde está o grande e sempre amado Olímpico Monumental, seja aprovado. Parece que está óbvio que, por questão de segurança, a diretoria não quer arriscar demolir o Olímpico antes que já tenha a Arena pronta. E isso me parece a decisão mais correta. Quais as garantias existentes para que a TBZ ou a OAS não possa falir antes da concretização da Arena? E se falir, como fica o Grêmio? Corremos um sério risco de ficarmos sem estádio. E o próprio projeto é inviável em vários aspectos. Para começar, o Grêmio teria que jogar num pequeno estádio, construído pela própria TBZ-OAS, no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas. No entanto, o Grêmio possui mais de 40 mil sócios, possui uma média de público superior a 20 mil, isso sem falar em jogos internacionais, como Libertadores, onde o Grêmio não poderia jogar em sua casa nos jogos finais, pois a Conmebol não permite que um estádio com baixa capacidade de público seja usado nos jogos decisivos. Portanto, a decisão de escolher a Azenha é muito arriscada. Ainda mais, temos um exemplo recente de uma grande parceira que faliu, e quase nos levou juntos. A ISL, a então parceira da FIFA, assim como de Grêmio e Flamengo no Brasil. A empresa organizou com a FIFA o primeiro Mundial de Clubes chancelado pela entidade, em 2000, e por conta de sua falência, o torneio só voltaria cinco anos depois, em 2005. Mas isso não foi só. O Grêmio entrou numa enorme crise financeira, a pior crise de sua gloriosa história, o que resultou em muito, a queda para série B. Dali, ficamos no fio da navalha, até a milagrosa Batalha dos Aflitos. E por esse exemplo recente em nossa história, é pouquíssimo provável que o Conselho Deliberativo se arrisque nessa aventura de demolir o Olímpico antes da conclusão da Arena, o que deixa praticamente o projeto da TBZ-OAS na Azenha fora do jogo. Além disso, eu prefiro o bairro Humaitá por desenvolvimento econômico do clube. O possível terreno da futura Azenha é de 34 hectares, mais do que o triplo da atual área do Olímpico. O que pode aumentar ainda mais o patrimônio do clube, assim como o seu empreendimento comercial. Além disso, o acesso é mais facilitado, com a proximidade da estação Anchieta da Trensurb, a Freeway que facilita o acesso para quem vem da região metropolitana e a proximidade do Aeroporto Salgado Filho. Esses são elementos que ampliam de maneira significante o projeto do estádio em ser sede da Copa do Mundo de 2014, o que é extremamente importante para o marketing esportivo do clube, que hoje, é essencial para o desenvolvimento econômico dos clubes, e isso é uma realidade nos dias atuais.

A segunda pergunta é mais difícil. Por um lado temos a construtora Odebrecht, e por outro, a concessionária portuguesa TBZ, que faz parceria com a construtora OAS. A empresa portuguesa está no mercado desde 1996, e é especialista, como diz em seu site, na gestão de estádios. Os portugueses administram o Santiago Bernabeu do Real Madrid, o estádio Cidade de Coimbra e o Estádio Olímpico João Havelange, em parceria com o Botafogo. Financeiramente, a TBZ é a melhor escolha. Com os portugueses, a divisão do faturamento da Arena nos 20 primeiros anos, seria de 65% para o Grêmio e 35% para a TBZ, numa receita anual prevista de 56 milhões de reais, o que garantiria aos cofres do Imortal, aproximadamente, 36 400 000 reais anuais, de acordo com as estimativas. Com a Odebrecht, a divisão é feita em 50% para cada lado, numa previsão de 59 milhões de reais anuais na receita com a Arena, o que deixa o Grêmio com uma receita de 29 milhões de reais anuais. Mas ainda não sei, se a TBZ tem condições de bancar tamanha diferença entre os valores das duas concorrentes ou faz isso como uma apelação contra a rival na construção da Arena. Sobre a construção, a OAS se encarregaria de realizar as construções da Arena no projeto da TBZ.

A grande crítica na questão da Arena é da inexistente participação da torcida gremista, principalmente dos sócio-torcedores, além das escassas informações sobre o tema. Não sabemos qual estudo feito para garantir que a reformulação do Olímpico é inviável, enquanto o Beira-Rio, apenas mais novo, será reformulado pela diretoria colorada. Talvez seja pelos motivos abordados aqui e por outros blogs, mas ainda sim, faltou à diretoria se explicar mais para os gremistas. Não sabemos se houve outras propostas, além da Odebrecht ou da TBZ, e como elas foram descartadas. Não sabemos o porquê de tantas datas para a definição do local da Arena e tantas datas remarcadas.

 

Sites para maiores informações

Odebrecht

TBZ

OAS


Pesquisa sobre a Odebrecht – Segunda Parte

março 23, 2008
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Através do site da Odebrecht, é possível ver as obras feitas ou que ainda estão em andamento pela empresa. Ao acessar o site, vá para “Atuação” na barra superior da tela. Nela, você verá vários tópicos, como as obras por país, onde há aparição de um mapa com indicadores dos locais em que a Odebrecht já atuou; ou você pode fazer a pesquisa por ramo. Na área esportiva, a Odebrecht já participou nas construções do American Airlines Arena (Miami – EUA), Reforma do Autódromo Nelson Piquet, Reformas no Complexo do Maracanã e a construção do Estádio Olímpico João Havelange. E a Odebrecht tem mais projetos para as construções de novos estádios. Além da Arena Gremista, a empresa também entregou o projeto para Arena Ponte Preta. Já em obras culturais, a empresa foi responsável pela Restauração do Teatro Amazonas e pela construção do Teatro Castro Alves, entre outras obras.

A Odebrecht participou de outros empreendimentos imobiliários (como o Edifício-sede da Petrobras), obras envolvendo a transmissão de energia (como a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, entre vários outros exemplos), obras hidráulicas, obras industriais, serviços de óleo e gás.

Além desses segmentos, Odebrecht também tem grande participação em transporte, como as construções de várias rodovias, em obras nos portos (como no Porto do Rio Grande, entre outros), Pontes ( como, por exemplo, a Ponte Governador Colombo Salles), aeroportos (Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão/Tom Jobim, Ampliação do Aeroporto Santos Dumont, Ampliação do Aeroporto de Miami – Terminal Norte, Ampliação do Aeroporto de Miami – Terminal Sul, e outros) e Metrô (Linha 5 do Metrô de São Paulo, Metrô de Recife – Metrorec, Metrô de São Paulo – Extensão da Linha 2, Metrô de São Paulo – Extensão da Linha 2, Metrô do Rio de Janeiro – Extensão da Linha 1, Ampliação do Metrô de Lisboa, entre outras obras no ramo).

Já o Metrô de São Paulo – Linha 4 merece um tópico específico. Ainda mais quando é preciso lembrar do acidente que ocorrera em 2007, no dia 12 de janeiro, quando uma cratera se abriu sobre as obras da linha do Metrô no bairro Pinheiros, em São Paulo. Nesse trágico acidente, setes pessoas morreram. Segundo uma nota do site da Globo (a mais recente que eu achei sobre o assunto), as obras não seguiram as determinações do projeto, e também houve a baixa qualidade do material de concreto, elementos que possivelmente causaram o trágico acidente.

 

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Vista interna da Cratera de Pinheiros
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Vista aérea do desastre de Pinheiros

A Odebrecht tem clientes e parceiros, como a Petrobrás, Infraero, Furnas, Companhia Vale do Rio Doce, Eletronorte, Metrô de São Paulo, Metrô de Lisboa, Aeroporto Internacional de Miami, entre outros. Para ver mais parceiros, vá para o mesmo item “Atuação” no site da Odebrecht, e se dirija para o tópico “Clientes Parceiros”.

PS: Apesar da pesquisa do blog, eu ainda acho que ela poderia ser mais completa, mas se fosse abordar tudo, o artigo correria um risco de ficar longo demais. Por isso, deixei aqui os acessos para o site da Odebrecht e as reportagens. A finalidade deste artigo não é apenas dá aqui uma matéria, mas também ajudar aos caros colegas gremistas para também pesquisem por conta própria e ficarem mais por dentro da situação. Espero ter ajudado um pouco a mostrar o caminho para as pesquisas. Ainda fico devendo a pesquisa sobre a TBZ.

 

Imagens de algumas Obras da Odebrecht

arena_pontepreta1.jpg Arena Ponto Preta (projeto)
marcana.jpg Reformas no complexo esportivo do Maracanã
joao-havelange-nova.jpg Estádio Olímpico João Havelange
petrobras_sede.jpg Prédio Sede da Petrobrás – Rio de Janeiro
teatro_amazonas.jpgRestauração do Teatro Amazonas
teatro_castro_alves.jpg Teatro Castro Alves

Pesquisa sobre a Odebrecht – Primeira Parte

março 23, 2008

Nota do Sita da Folha, publicado no dia  12 de janeiro de 2008, às 18h59m

“Líder de consórcio que constrói metrô, Odebrecht é maior empreiteira do país

da Folha Online

O grupo Odebrecht, por meio de sua subsidiária CBPO Engenharia Ltds., é o líder do consórcio responsável pela construção da linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, cujas obras desabaram nesta sexta-feira e criaram uma cratera gigante no bairro de Pinheiros (zona oeste).

O consórcio também é formado por outras empresas: as construtoras OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. A obra também conta com duas outras empresas: a Alstom e a Siemens.

A Odebrecht é a maior empreiteira do Brasil e também está presente em 18 países das Américas, Oriente Médio, África e Europa.

Sua divisão de engenharia atua em vários ramos da construção pesada e já fez rodovias, ferrovias, aeroportos, obras de saneamento básico, pontes, hidrelétricas e estações de tratamento de água.

Uma das maiores exportadoras de serviços do Brasil e uma das cinco maiores construtoras mundiais de hidrelétricas, a empresa conta hoje com cerca de 30 mil trabalhadores.

A empresa foi fundada em 1944 por Norberto Odebrecht em Salvador (BA). A construtora Norberto Odebrecht se destacou na construção de obras de grande porte e se espalhou rapidamente pelo país.

Com a fundação da Petrobras, na década de 50, a Odebrecht ganhou um importante cliente para quem construiu refinarias, plataformas, prédios e portos e perfurou poços em alto-mar.

Na década de 60, a empresa cresceu pela região Nordeste com as obras realizadas após a criação da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).

Entre as obras que foram construídas estão o teatro Castro Alves em Salvador, o edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro, a usina nuclear de Angra 1, o aeroporto internacional Tom Jobim (Rio) e o campus da UERJ.

Em 1980, a Odebrecht incorporou a CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras), empresa paulista fundada em 1931 pelo engenheiro Oscar Americano da Costa, que posteriormente passou a se chamar CBPO Engenharia Ltda, a líder do consório que constrói a linha 4 do metrô.

Na época, a CBPO era uma das maiores construtoras brasileiras com uma extensa lista de obras realizadas, como as usinas de Itaipu, Xavantes, Capivara, Nova Avanhandava, Rosana e Foz do Areia; e as rodovias dos Imigrantes, dos Trabalhadores e Castelo Branco.

A partir de 1979, a Odebrecht iniciou sua atuação internacional com a construção de uma hidrelétrica no Peru.

Nos anos seguintes, construiu importantes obras na Argentina, Angola, Equador, Portugal, Reino Unido, México, Uruguai, Colômbia, Bolívia e Estados Unidos. Em Miami (Flórida), a empresa já construiu um metrô de superfície.

Na área de segurança, a empresa informa em seu site que “programas e campanhas para a promoção da saúde e da segurança ocorrem durante todo o ano nos escritórios e nas obras”.

“São realizadas palestras, treinamentos, avaliações diárias dos riscos das tarefas antes do seu início e eventos como as semanas de prevenção de acidentes”, diz o site da empresa.

O grupo Odebrecht também é um dos principais acionistas da Braskem, formada em 2002 pela fusão dos ativos de petroquímica da empresa e da Mariani com a Copene.

Em 2005, a Odebrecht teve grande destaque no noticiário com o desaparecimento do engenheiro João José de Vasconcellos Jr., que trabalhava para a empresa no Iraque. Ele trabalhava na reforma de uma usina hidrelétrica em Beiji, no norte do país árabe, quando foi seqüestrado e nunca mais foi encontrado.”


Datas, propostas e opinião sobre Arena Gremista

março 23, 2008

No dia 27 deste mês, finalmente, o Conseho Deliberativo do Grêmio finalmente decidirá o local da Arena Gremista. Ao menos, é o que tudo indica. Porque fica difícil confirmar essa data. No começo do ano, falava em 22 de janeiro. Em seguida passou para depois do Carnaval, ainda no mês de fevereiro. E depois, pelo que tinha lido, estava marcado para o dia 18 de março. Hoje, é dia 27 de março, mas vai saber…

Sobre as opções. Para a minha opinião, não há a mínima chance do local da Azenha ser aprovado. Essa é a minha sensação (posso quebrar a cara). Afinal, os conselheiros não querem, é uma proposta insegura, pois se ocorre a falência do consórcio TBZ na construção do novo estádio na atual área do Olímpico, o Grêmio poderia ficar sem estádio. Depois do que ocorreu com a ISL, os conselheiros não se aventurariam nesse jogo de alto risco. E fora que, se essa opção for aprovada, vamos jogar em dois anos no CT de Eldorado, num estádio construído às pressas com capacidade para 14 mil pessoas. Mas isso é inviável. E como ficam os mais de 40 mil sócios? E a média de público, que passa dos 20 mil? E como fica numa eventual final de Libertadores, com a regra da Conmebol que deixa claro que só estádios com capacidade superior a 40 mil jogam as finais? Então, não há como. E segundo, o local no Bairro Humaitá é maior, o espaço comercial do Grêmio seria mais amplo, o acesso é mais fácil (próximo ao Aeroporto, Freeway, Trensurb), principalmente para quem vem da região Metropolitana. Esses são elementos fundamentais para a diretoria brigar de frente com o Internacional para sede da Copa do Mundo de 2014, que para planos de marketing, é muito importante. Portanto, acho que a proposta da TBZ será aceita, por questão financeira mais favorável, mas será a proposta do Humaitá.

E não estou aqui para fazer campanha da escolha do bairro Humaitá. Apenas estou dando uma opinião sincera daquilo que eu acho melhor para o Grêmio em termos de desenvolvimento econômico para o clube e segurança nesse projeto. Mesmo assim, eu tenho muitas dúvidas, por exemplo, do por que do Olímpico não poder passar por reformas, assim como passará o Beira-Rio. A diferença entre os estádios não é grande, a ponto de justificar isso. Mesmo assim, eu prefiro Humaitá, pelos motivos já escritos aqui. E não sou um antitradicionalista, muito pelo contrário. Eu gostaria que a Azenha oferecesse mais vantagens do que o bairro Humaitá, pelo enorme carinho que eu tenho pela casa do Grêmio, assim como qualquer gremista. Mas isso não ocorre, por isso, devo deixar o que eu sinto de lado e ver a melhor opção para o novo estádio.

Abaixo, os dados dos três projetos, publicados no site Movimento Grêmio Novo

Proposta do Grupo Odebrecht para o Humaitá

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Componentes do Grupo: Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura Ltda., Construtora Norberto Odebrecht S.A. e Odebrecht Administradora e Corretora de Seguros.

Custo: R$ 294 milhões.

Local Proposto: Bairro Humaitá.

Prazo de Construção: 3 anos.

Prazo de Exploração: 20 anos.

Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 50% e Odebrecht 50%.

Receita anual estimada da Arena: R$ 59 milhões.

Financiamento: a SPE Arena contrai financiamento de R$ 190 milhões, que deverá ser pago, em 10 anos, por ambos os sócios.

Repasse: a SPE Arena repassara R$ 5,6 milhões por ano, durante 20 anos, para o Grêmio Foot-Ball Porto-alegrense.

Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center; centro empresarial; hotel; centro de convenções; estacionamento.

 

Proposta do Consórcio liderado pela TBZ para o Humaitá

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Membros do Consórcio: Construtora OAS Ltda., Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda., Banco Efisa S.A. e Companhia Província de Crédito Imobiliário.

Custo: R$ 270 milhões.

Local Proposto: bairro Humaitá.

Prazo de Construção: 2 anos.

Prazo de Exploração: 20 anos.

Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 65% e TBZ 35%.Receita anual estimada da Arena: R$ 56 milhões.

Financiamento: quem toma o financiamento para a construção é a SPE Promotora, da qual o Grêmio não participa, não restando obrigação da SPE Arena com qualquer tipo de ônus decorrente do financiamento.

Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center com 295.433 m²; escritórios com 214.700 m²; hotel com 35.000 m²; centro de convenções com 21.075 m²; habitação com 155.540 m²; estacionamento com 66.500 m².

Proposta do Consórcio liderado pela TBZ para a Azenha

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Membros do Consórcio: Construtora OAS Ltda., Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda., Banco Efisa S.A. e Companhia Província de Crédito Imobiliário.

Custo: R$ 270 milhões.

Local Proposto: Azenha, onde está localizado o Estádio Olímpico.

Prazo de Construção: 2 anos.

Prazo de Exploração: 20 anos.

Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 65% e TBZ 35%.Receita anual estimada da Arena: R$ 56 milhões.

Financiamento: quem toma o financiamento para a construção é a SPE Promotora, da qual o Grêmio não participa, não restando obrigação da SPE Arena com qualquer tipo de ônus decorrente do financiamento.

Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center com 154.080 m²; escritórios com 131.250 m²; hotel com 35.000 m²; centro de convenções com 23.200 m²; habitação com 12.300 m²; estacionamento com 107.700 m².


Mais um texto sobre Arena

março 9, 2008

Este é um texto muito interessante, enviado pela Maria Viera ao Grêmio Imortal.


INTEGRAÇÃO OU ENTREGAÇÃO?

NECESSIDADE DE ANÁLISE PELAS COMISSÕES A maioria da Comunidade Gremista está preocupada com o projeto denominado ARENA e seus desdobramentos.
Esta preocupação é justificada pela total falta de informação sobre o processo que resultou na seleção das duas propostas.
Quais eram as outras? Por que foram rejeitadas?
Quais os critérios que foram utilizados na seleção das mesmas?
Quais os estudos que demonstram que a remodelação do Estádio Olímpico é inviável? O crescimento sustentável de uma organização ou da sociedade traz em si a idéia do crescimento aliado a preservação e diz que “tanto as gerações presentes e futuras tenham reconhecidas como direito fundamental a vida num ambiente sadio e não degradado”(Dennis Meadows-1972). Em 1987 este conceito foi ampliado e parte do princípio que “ o desenvolvimento econômico e social deve satisfazer as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.(RelatórioBrun). Está este projeto alinhado com este conceito?
O executivo Marco Antônio Herling da LusoArenas, defende um maior espaço para o capital privado na organização da Copa do Mundo de 2014. Ele alerta que o referido capital enfrenta dificuldades no setor esportivo brasileiro.
Em entrevista à revista Exame concedida em 27/11/2007 cita como prováveis investidores a Global Spectrum ,que trabalha no sistema de gestão para área de eventos e esportes.
Outro participante dos empreendimentos é a Stadium Capital,uma divisão do Banco Morgan Stanley. M.A.Herling salienta que a empresa TBZ estuda o mercado de estádios no Brasil desde 2001. Considera estes empreendimentos de altíssimo risco, porque na sua visão, envolvem: problemas políticos, problemas com a moeda, entre outros.
Lembra que também há dificuldades para o financiamento dos projetos. Na sua opinião, um estádio é para jogar futebol.
Concertos, por exemplo, são considerados atividades marginais, que geram custos de reparos elevados, e que os organizadores de shows preferem locais menores, onde possam aumentar as margens de lucros.
Parte do princípio que a remodelação de estádios já existentes não é interessante, pois pode acarretar custos não desejáveis aos investidores.

Texto enviado pela colaboradora MARIA VIEIRA”


Está no Blog Grêmio Acima de Tudo

março 9, 2008
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Emirates Stadium

O blog Grêmio Acima de Tudo publicou o Reflexões sobre Arena, artigo muito interessante sobre o novo estádio do Grêmio, abordando que o modelo para sua construção deva ser o Emirates Stadium, estádio do Arsenal. Mas outro fator que me preocupou está relacionado aos ingressos, que serão entre R$ 25 a R$ 30. O que é preocupante, e os dirigentes brasileiros parecem ter dificuldades para entender, que não há como “elitizar” o futebol brasileiro, já que o povo brasileiro tem um poder aquisitivo muito menor do que os países europeus. Não precisa viajar muito para chegar a essa conclusão. Some isso pelo fato da Geral ser formado, por sua maioria, por pessoas simples, que ganham pouco. E a grande força do Grêmio está na Geral. Portanto, é um conceito que precisa ser revisto. Um estádio aqui no Brasil que segue essa linha, é a Arena da Baixada, do Atlético Paranaense. E já vi muitos torcedores do Atlético Paranaense reclamarem dos altos ingressos, e ver o estádio longe de sua capacidade máxima em vários jogos. Então, essa não é uma tática nova no Brasil, já foi usada em outras vezes, e dá sinais que não dá certo, ao menos, até quando o poder aquisitivo do brasileiro aumentar, que de forma considerável, deverá ocorrer a longo prazo (por enquanto, bote “longo” nisso). E se os dirigentes querem que a Arena Gremista seja uma La Bombonera, em termos de pressão de torcida, terão que aliviar os custos dos ingressos.

Artigo publicado no blog Grêmio Acima de Tudo:

Reflexões sobre Arena
Segundo já foi noticiado nos veículos de comunicação em nosso Estado, a Arena do Grêmio terá o modelo do Emirates Stadium, do Arsenal e o clube venderá o nome da mesma para alguém que este disposto a pagar R$ 5 milhões anuais.
Segundo estas mesmas notícias o ingresso mais barato ficará entre R$ 25 e R$ 30.
Obs.: Fomos verificar no site oficial do Arsenal e lá descobrimos que o último título ganho no Campeonato Inglês foi 2004, jogado no antigo estádio. O novo foi inaugurado em JULHO/2006.Abaixo tem um link para um artigo escrito por, Marcos Alvito( Doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo)que faz uma retrospectiva da maneira como se tratava o futebol inglês até a atual forma de “administrar”este esporte.
Mostra claramente a “evolução”da torcida, quando torcedores apaixonados dão vez nos estádios para o torcedores com poder econômico.
Apresenta de uma forma simples e de fácil entendimento a mercantilização do futebol com a introdução de novas Arenas e a modificação na forma comercial deste esporte até então “popular”.
Indicamos esta leitura, não só pela compreensão do assunto Arena, mas para entendermos melhor a evolução do futebol ao longo dos anos.
http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=423&anterior=122

Sugestões sobre a Arena

fevereiro 28, 2008

Publicado em http://www.gremiosempre.com.br/
19.12.07 SUGESTÕES QUE BUSCAM A VIABILIZAÇÃO DO PROJETO ARENA
Os Conselheiros do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense abaixo identificados, após exame da documentação disponibilizada pelo Conselho de Administração do Clube acerca do Tema ARENA GRÊMIO, vêm, respeitosamente, encaminhar algumas considerações e sugestões que buscam a viabilização do Projeto ARENA, salientando que, preliminarmente, todos os signatários são favoráveis ao empreendimento.
CONSIDERANDO QUE:
(…) 4)A opção entre os dois projetos Arena será vital para o futuro do Grêmio;
5)A decisão não poderá ser presidida por simples emoção, simpatia, ou motivos secundários;
6)As etapas de desenvolvimento do Projeto Arena Grêmio devem obedecer a critérios técnicos consagrados e atender valores de transparência e respeito ao torcedor gremista;
7)As ações implementadas pelo Conselho de Administração sobre o Projeto Arena, até o presente momento, atendem aos princípios e valores constantes no Planejamento Estratégico do Clube, especialmente, no que se refere à busca pela excelência de gestão e a satisfação do universo de torcedores;
PROPÕE-SE:
1) Como forma de garantir total equilíbrio nas várias etapas de negociação, em especial, quanto aos detalhamentos minuciosos das propostas e buscando a segurança dos Conselheiros do Clube no momento de votar, tal qual foi o procedimento adotado quando do estudo prévio e da análise jurídica, a contratação, pelo Conselho Deliberativo, de empresa de consultoria externa especializada (p.ex. um Banco de Investimento), isenta e independente, para que, obedecendo à metodologia técnico-científica pertinente, avalie pontos fortes, pontos fracos, ameaças e oportunidades com avaliação de cenários das propostas apresentadas para construção da Arena Grêmio e emita diagnóstico técnico-conclusivo;
2) Solução da Dívida: na medida em que a dívida do Clube passa a representar, percentualmente, um valor pequeno no âmbito da obra total sugere-se, também, sua inclusão no pacote de negociações;
Obs. não se divulgam os consideranda de 1) a 3) para não correr o risco de violar cláusula de confidencialidade.
PENSE ANTECIPADO. PENSE GRÊMIO. SEMPRE!


Palavras de Antoninni

fevereiro 26, 2008

Nota que está no Click_RBS


Grêmio | 25/02/2008 22h23min

Arena será o estádio mais moderno do Brasil, garante dirigente do Grêmio

Conselho irá analisar novas propostas das empreiteiras no mês de março

O vice-presidente do Grêmio e um dos responsáveis pelo projeto Arena, Eduardo Antoninni, revelou na noite desta segunda-feira que a Arena gremista será o estádio mais moderno do Brasil. O dirigente aposta que a nova casa do Tricolor irá sediar jogos da Copa do Mundo de 2014:

– A gente trata das coisas do Grêmio com muito cuidado, mas ao mesmo tempo temos que ter arrojo. Não existe projeto no Brasil parecido. É o único clube que construirá um estádio novo. As outras arenas que serão construídas são projetos de governos estaduais. A Arena será o estádio mais moderno do Brasil em 2014. O país não pode desprezar uma obra deste porte – disse Eduardo Antoninni.

As duas empreiteiras que disputam o direito de construir o novo estádio gremista melhoraram as propostas que haviam feito até o final do ano passado. A oferta do consórcio português TBZ-OAS é a preferida da diretoria gremista, mas a construtora Norberto Odebrecht também está no páreo:

– Devido aos feriados de final do ano, optamos por dar um tempo maior para que as empreiteiras melhorassem suas propostas. Isto foi feito. A Odebrecht melhorou a proposta na questão financeira. O Grêmio receberia uma parcela maior na sociedade. Já os portugueses, que haviam feito uma proposta para a construção no bairro Azenha, onde hoje está localizado o Olímpico, também fizeram uma proposta para o Humaitá – disse o dirigente.

Além da opção pelo Humaitá, que agrada à diretoria e parte do Conselho Deliberativo, os portugueses oferecem ao Grêmio 65% de participação dos lucros gerados pela arena. A Norberto Odebrecht propõe 50% de participação.

– Todas as propostas são baseadas em um estudo de viabilidade feito pela empresa Amsterdã Arena. O estádio proposto, em todas as propostas, terá capacidade para abrigar 50 mil torcedores, com cobertura total, menos no gramado. Serão quatro anéis, um com 150 camarotes, um com cadeiras VIP’S, e outros dois com preços mais acessíveis. A diferença entre as propostas é que os portugueses propõem ficar com 35% das receitas geradas pela Arena e o Grêmio não terá nenhum financiamento. Pela proposta da Odebrecht, 50% das receitas ficam com a empresa e o Grêmio ainda teria um financiamento de 10 anos – revelou Antoninni. O custo da obra está orçado entre R$ 270 a R$ 290 milhões.

O tempo de construção também favorece os portugueses. Pela proposta do consórcio TBZ-OAS, o prazo é de dois anos para a conclusão da obra. A Odebrecht promete concluir em três anos. A definição do Conselho Deliberativo ocorrerá no início de março.

PS.: Como já disse antes, o que me incomoda nisso tudo é a demora dos conselheiros decidirem onde será o local da nova Arena. Inicialmente, a votação estava para o dia 22 de janeiro, segundo informou o site do Globo Esporte, depois passou paera fevereiro, logo após o carnaval e agora em março. Outra coisa, é que no site da Zero Hora, estava que a Arena seria mesmo no Bairro Humaitá, pois a TBZ mudará o seu projeto. Mas o que consta nas palavras do Eduardo Antoninni é que a TBZ tem duas proposta, uma na Azenha e a outra no Humaitá. A impressão que eu tenho é que as chances da nova Arena ser na Azenha são muito remotas, por tudo que já foi postado neste blog e no Grêmio_Imortal_1903. Sobre a Arena ser o estádio mais moderno do Brasil, eu fico com a cautela. Primeiro, quero ver esse estádio de pé, depois sim, afirmar que é o estádio mais moderno do Brasil.


Arena Gremista no bairro Humaitá

fevereiro 23, 2008

 

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A TBZ-OAS mudou o seu projeto. Antes o grupo português sugeria a nova Arena na Azenha, onde se localiza o Olímpico. Porém, segundo informa a Zero Hora, a TBZ-OAS mudou o seu plano e agora oferece o projeto no Bairro Humaitá, assim como já fazia o a construtora Noberto Odebrecht. Antes, especulava-se que a proposta da Odebrecht era favorita na decisão do Conselho Deliberativo, muito por conta da localização situada no Bairro Humaitá, que é mais vantajosa e segura do que na construção do novo estádio na Azenha. Então, não sei o que levou o grupo TBZ-OAS a mudar, mas eu suponho que os portugueses estavam prevendo uma iminente derrota, e com isso, resolveram apostar no Bairro Humaitá. Se essa informação for verídica, então acabaram as chances do novo estádio ser na Azenha, sendo assim, o Grêmio sairia do seu tradicional bairro. Com esa decisão, houve uma reviravolta. O grupo TBZ passou a ser favorito em relação à construtora Odebrecht, por questão financeira. A TBZ oferece uma divisão de arrecadação nos 20 primeiros anos da Arena, mais vantajosa para o Grêmio, do que a Odebrecht. Com a TBZ, o Grêmio ficaria com 65% das arrecadações da nova Arena, enquanto com a Odebrecht, ficaria com 50%, durante esse período de 20 anos. Então, houve aí uma reviravolta, o que leva a crer, que o grupo português possa ganhar essa briga.

 

PS: Uma pessoa que postou aqui, e não se identificou, passou-me links que informam sobre a TBZ e suas polêmicas em Portugal. Eu não tive muito tempo ler tudo e postar sobre o assunto, mas garanto que farei isso.

Fonte: Zero Hora


Declarações de Ricardo Teixeira

fevereiro 14, 2008

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Parece que o presidente da CBF mudou o tom, sobre a sede de Porto Alegre para a Copa do Mundo de 2014. Em 2007, acompanhando pelos agentes da FIFA, que vieram ao Brasil para averiguarem os estádios brasileiros, antes da decisão oficial do país ser cede da Copa em 2014, o então presidente da CBF disse que o Beira-Rio seria a cede para a Copa de 2014 e que não haveria motivos para mudar. Agora está um pouco diferente. Nesta quarta-feira, Ricardo Teixeira disse que o Rio Grande do Sul terá dois estádios adequados para a Copa do Mundo, reacendendo o sonho de ter Arena Gremista entre as sedes do maior evento do futebol mundial. O vice de planejamento, Eduardo Antonini, falou sobre as declarações do presidente da CBF: “A construção do Arena independe da realização da Copa do Mundo. O Grêmio precisa modernizar e ter seu novo estádio. Mas é lógico que a declaração do presidente Ricardo Teixeira é importante. Nunca escondemos que ser sede da Copa era um dos objetivos já que o projeto é consistente. Ter o Arena como uma das sedes da Copa do Mundo aumentará em muito a visibilidade facilitando a participação dos patrocinadores e do setor público resultando em receitas para a obra. Assim que o estádio estiver em construção, tenho certeza que haverá um acompanhamento da FIFA e da CBF (…) Sempre acreditamos na possibilidade de receber jogos da Copa. Não faz sentido que nosso estádio, que será o mais moderno Brasil, fique fora da disputa”.

Concordo com Antonini. Mas sempre tenho a impressão que a relação entre a direção colorada e a CBF é mais “amistosa” e isso, com toda certeza, é decisiva para uma eventual decisão da CBF, envolvendo interesses daqueles que a rodeiam. Por isso a minha desconfiança.

Agora foi para março…

A eleição do conselho Deliberativo estava marcada inicialmente para 22 de janeiro. Lembro-me perfeitamente quando eu li essa informação no site do Globo Esporte. Depois, ficou marcado posteriormente ao carnaval, entre os dias 11 e 20 de fevereiro. Agora, ao que tudo consta, está marcado para março, e ainda não tem data definida. Mais uma vez, nós teremos que esperar pela decisão do local da Arena, que está entre o bairro Humaitá (projeto da construtora Norberto Odebrecht) ou a Azenha, onde fica o Olímpico Monumental (projeto do consórcio português TBZ-OAS). O jeito é esperar mais uma vez, apenas desejo que não ocorra mais adiamento e que isso seja decidido logo.


As ponderações de Rogério Tolfo, escrito por Wianey Carlet

fevereiro 8, 2008

“Wianey Carlet

Arena ou estádio?

Pela exiguidade do espaço, reproduzo apenas parte das interessantes ponderações enviadas por Rogerio Tolfo, economista, consultor financeiro e conselheiro do Grêmio. A íntegra da correspondência está no meu blog em zerohora.com. Assunto: a arena do Grêmio. A seguir, os questionamentos e dúvidas de Tolfo:

- Se a proposta dos portugueses considera o uso da área pública, esta se dá somente no espaço aéreo. Na verdade, o projeto melhoraria a parte viária, no referido ponto. Mas não deveria o Grêmio exigir que todos os projetos se limitassem as áreas possíveis, sem invasão de espaços públicos?

- Humaitá é o local adequado? Falo com muitos gremistas que não se opõem a construção de novo estádio, mas gostariam de permanecer na Azenha.

- Há seguro, contratado, mesmo para Humaitá, que garante que se a construtora falir, o empreendimento será terminado? Não podemos esquecer que o argumento para construir outro estádio é o desgaste do Olímpico. Logo, o mesmo não vai durar muito tempo e ficaremos sem estádio de qualquer jeito.

- Por que a direção pressiona tanto para que o projeto Humaitá seja aprovado?

- A Grêmio Empreendimentos será uma empresa. Se os recursos da venda da atual área do estádio não forem bem geridos, a empresa pode falir e ficarmos sem estádio e sem dinheiro, independentemente de a obra ser na Azenha ou Humaitá.

- Será que as receitas a serem geradas serão factíveis? Vão querer cobrar ingresso do associado, além da mensalidade? Não somos a Europa, cabe destacar.

- Os projetos não seriam demasiadamente luxuosos?

- Será que as receitas não se reduziriam? Ou o associado terá que pagar ingresso, além da mensalidade?

- Por que não construir um novo estádio (não arena) ou reformar o Olímpico (é factível?). Quando me refiro ao estádio, poderia ser algo como o Engenhão sobre o qual, em nenhum momento, se falou em padrão Fifa sendo, aparente e simplesmente, um novo estádio;

- Será que nosso torcedor, em média, tem cultura para se comportar como o público europeu? Se cada Estado tem suas peculiaridades, imagina as diferenças para países e continentes. Em suma, o luxo não terá que ser reconstruído a cada insucesso do time?

- Será que não teríamos que ter um projeto feito para nossa realidade sócio-econômica e cultural?

- Entendo que o Olímpico está se degradando e talvez este processo esteja se acelerando tendo em vista a certeza da diretoria de que sairemos da Azenha. A manutenção preventiva vem sendo feita?

- Queremos essa arena moderna, padrão Fifa, algo notável, de Primeiro Mundo, para ver um time modesto jogar por não ter recursos e estar endividado?

O debate é muito maior do que, simplesmente, a escolha do local. E uma decisão precipitada e equivocada tende a ser irreversível.

Espero ter contribuído para o debate, mostrando outro ponto de vista sobre o mesmo assunto.

Cordiais saudações de quem admira tua postura profissional e qualidade do teu trabalho.


Rogério Tolfo”

 

 

Abaixo, a resposta de Eduardo Antonini, membro do Conselho de Administração do Grêmio.


Está no Blog do Wianey

fevereiro 6, 2008

“Quarta-feira, 06 de fevereiro de 2008

Arena ou estádio

Publiquei, recentemente, e-mail de Rogério Tolfo, conselheiro do Grêmio, que questionava vários pontos do projeto que pretende dar ao Grêmio um novo estádio ou arena.

Publico, hoje, correspondência de Eduardo Antonini, membro do Conselho de Administração do Grêmio, refutando e esclarecendo questionamentos apresentados por Tolfo. A seguir, a íntegra do e-mail:

 

“Prezado Wianey,

Como estou passando o Carnaval fora de Porto Alegre, somente agora tive acesso a tua coluna de sábado “Arena ou estádio?”. Trato, a seguir, de algumas questões gerais sobre o projeto Arena e outras específicas abordadas pelo conselheiro suplente Rogério Tolfo:

- o projeto Arena está sendo estudado desde o início de 2006, ou seja, há dois anos, período em que a Diretoria do Grêmio procurou contar com apoio de especialisatas de renome para, em conjunto, e com a tranquilidade necessária, pensar todas as questões sobre esse importantíssimo e complexo projeto;

- nesse período foi realizado pela Amsterdam Advisory Arena um estudo de viabilidade que tratou de questões financeiras, jurídicas e arquitetônicas, entre outras. Foi esse estudo que apontou como ideal a construção da Arena no Humaitá. A Diretoria nunca se manifestou publicamente sobre eventual preferência por local. Mesmo assim, quando elaboramos a Carta Convite, que visou buscar, seguindo os critérios estabelecidos pelo Grêmio (contendo as garantias necessárias, conceito do estádio, modelo de negócio, etc), deixamos em aberto a possibilidade de recebermos propostas para a Azenha. E foi o que ocorreu: temos duas propostas habilitadas, uma para o Humaitá e outra para a Azenha. Quem fará a escolha, democraticamente, serão os conselheiros do Grêmio;

- a Carta Convite, elaborada por escritório paulista especializado em projetos como esse, exigiu diversas garantias obrigatórias. Nesse contexto, há seguro previsto em ambas as propostas;

- quanto à Grêmio Empreendimentos gerir os recursos de eventual venda da área onde está o Olímpico, é importante ficar claro que, na proposta existente para seu futuro estatuto, fica definido que qualquer decisão sobre o patrimônio do clube deverá ser aprovada pelo Presidente do Grêmio e, ainda, submetida ao Conselho Deliberativo. No caso específico da proposta para construção da Arena no Humaitá, a área atual do Olímpico estaria inserida no negócio como um todo, não ficando o capital do terreno à disposição da Grêmio Empreendimentos;

- sobre o estádio, quero fazer um comentário importante, de quem conheceu os estádios mais modernos do mundo: o Grêmio terá um Estádio que será uma Arena, ou seja, não são dois conceitos excludentes. Apenas, seguindo o que há de mais moderno atualmente, não teremos pista olímpica, aproximaremos os expectadores do campo de jogo, seguindo os conceitos das diversas Arena existentes no mundo, o que fará nossos adversários sentirem ainda mais o fator local;

- outra questão importante: não há luxo algum no projeto de nossa Arena. Tanto que o Engenhão, citado pelo conselheiro Tolfo, e que não dispõe nem da metada das áreas projetas para multiuso em nosso projeto, e que foi construído, coincidentemente, em parceiria pela duas construtoras que disputam nosso projeto (Odebrecht e OAS, essa associada aos portugueses), teve seus custo mais de 50% superior ao estimado pelas mesmas construtoras para o nossa Arena;

- ser padrão FIFA, não necessariamente encarece o projeto, mas nos habilita a sediar jogos da Copa do Mundo e, principalmente, principalmente, utiliza as melhores práticas de segurança, acessibilidade, conforto e tudo o mais que o nosso torcedor merece e saberá, certamente, usufruir;

- as receitas projetadas pelos dois interessados no projeto estão totalmente compatíveis com a realidade do Grêmio e com o estudo de viabilidade realizados pela Amsterdam Arena. Um dos objetivos desse projeto é planejar o futuro (próximos 30 anos) do Grêmio com maiores e melhores (mais diversificadas) receitas para, justamente, termos condições de apresentar, sempre, um time de primeira linha que orgulhe os gremistas e nos traga ainda mais títulos.

Fico a tua disposição para quaisquer outros esclarecimentos.

Um abraço,
Antonini”

Postado por Wianey às 17h33”


Dificuldades que vêm da geografia

fevereiro 2, 2008

 

 

Não sabia que o Cacalo havia dado essa explicação. Não por ser um desinformado, mas por estar morando, neste momento, em Santo André-SP. Infelizmente, essa distância geográfica me atrapalha, para manter os meus blogs do Grêmio. Por isso mesmo, a colaboração de outros torcedores gremistas é fundamental para a permanência deste blog e fazer dele como um veículo de comunicação, que não apenas informe, mas também cobre da direção gremista soluções e explicações. Por isso, não quero que esse blog seja meu, quero sim, que esse blog seja da comunidade gremista. Então, gostaria de ter colaboradores, para postarem opiniões, mesmo que contrárias (melhor ainda para debater). Por exemplo, eu quero que a arena seja no Humaitá, mas seria importante ter alguém que ache a melhor opção na Azenha. Por isso, acho importante ter colaboradores. Quero que este meio seja meio fiscalizador sobre as obras da Arena Gremista. Portanto, uma união gremista é necessária para dar mais força e defender os interesses da torcida, quando necessário.

 


Está no BLOG DA CORNETA PRÓ GRÊMIO

fevereiro 2, 2008

 

Recebi um comentário interessante do “Gremista Alerta”. São opiniões importantes, e por isso, resolvi postá-las aqui. Aqui está o link de seu blog:
http://www.blogdacornetaprogremio.blogspot.com/

 

“Arena: algumas contradições

 

Ao ser criticada na questão da escolha do terreno para a construção da arena, a direção do Grêmio – veementemente – veio a público assegurando que, se fosse construída em local diferente do Estádio Olímpico, quem compraria a área seria “o investidor”.
Pois, agora, sabe-se que, além de pagar o terreno, o Grêmio vai aplicar na construção todo o dinheiro da venda do complexo da Azenha. Vai pagar por parte de um terreno que, segundo Zero Hora de hoje, quem tem a opção de compra é a Odebrecht.
Estranha é também a afirmação da matéria oficiosa de que o projeto da Odebrecht é favorito.
Como favorito? Não é o Conselho Deliberativo quem vai decidir? Quem fez pesquisa no Conselho Deliberativo ? A que interesse serve essa opinião?
Este blog apela aos responsáveis para evitar essas “barbeiragens” e outras para não estragarem essa magnífica idéia.

 

Arena: novas contradições

Arena
O consórcio português TBZ-OAS entregou ontem ao Grêmio a proposta oficial para a construção da Arena na Azenha. A Odebrecht, que prevê o complexo esportivo no bairro Humaitá, já havia entregue o projeto definitivo na semana passada. A escolha será feita em reunião do Conselho Deliberativo, entre os dias 11 e 20 de fevereiro. Dos 313 conselheiros aptos a votar, apenas 80 tiveram interesse em analisar o projeto – cujas minúcias foram disponibilizadas a eles pelo vice-presidente de planejamento do clube, Eduardo Antonini. (ZH de hoje)

Estranha essa crítica. Parece ser intenção desmoralizar os conselheiros que não foram examinar.
Duas perguntas: Que minúcias foram apresentadas, se o projeto TBZ-OAS, proposta oficial, somente foi entregue ontem? E a outra, a da Odebrecht somente foi entregue semana passada?
De que adiantou para os 80 conselheiros terem ido analisar as minúcias do que não existia?
Outra explicação deu o Cacalo, hoje no sala de redação: de que foram formados grupos para analisar e depois repassar a grupos maiores.

 

ATENÇÃO, ATENÇÃO! NÃO SUB NEM SUPERAVALIAR

 

Experientes corretores da praça estão a dizer que a área do Estádio Olímpico, Azenha, vale um (01) CUB o metro quadrado.
Daria cerca de cem milhões de reais.
Enquanto isso, depois da valorização do anúncio de alguns apressados assessores do Grêmio a área do Humaitá teria passado a valer R$ 100,00 (cem reais) o metro quadrado.
Antes valia quanto? Os mesmos experientes corretores dizem que o proprietário estava com o imóvel à venda, há uns três ou quatro anos por 25 (vinte e cinco) milhões de reais e não conseguia comprador.
A quem interessa divulgar os segredos do negócio PREMATURAMENTE? Boquirrotos! Falastrões! Bocas-rotas!
Estão confundindo “transparência” que é a divulgação após ter assegurado todas as opções necessárias e não a plantação de especulações para aparecer na mídia e encher os bolsos dos especuladores.
Sugestão. Dêem uma olhadinha pra ver se o imóvel está em garantia e por quanto foi avaliado pelo credor em favor do qual está hipotecado, penhorado, caucionado, alienado ou seja qual for o ‘palavrão’ que se aplica . Ou ainda – falem contadores e auditores – por quanto foi avaliado na ultima reavaliação patrimonial do proprietário.
Uma coisa já é certa. Essa mania de falar antes do tempo para aparecer na mídia está causando um tremendo prejuízo ao Grêmio… Quando é que vão aprender a guardar sigilo e encaminhar um negócio sem a divulgação nefasta? Essa divulgação somente deveria acontecer depois de tudo “amarrado”, antes de o proprietário saber qual a razão do interesse.
Cornetão para os boquirrotos, apressadinhos, exibidos!
Controlem a ejaculação precoce! Com tratamento se for preciso!”


O Desinteresse pela proposta da TBZ

fevereiro 1, 2008

Saiu no site da Zero Hora e no Blog Wianey Carlet um fato estranho e digno de atenção. Até o momento que saiu a notícia nestes meios de comunicação, dos 313 conselheiros aptos a votar na decisão do local da nova Arena, apenas 80 analisaram a proposta entregue pela TBZ-OAS no dia 30 de janeiro. Talvez, seja influência do feriado de carnaval, mas o fato não deixa de ser um tanto estranho. E combina isso o fato da proposta da TBZ ser muito arriscada, pois caso a construtora quebre durante as obras, o Grêmio poderia ficar sem estádio (e outros possíveis motivos já estabelecidos neste blog). Ainda some isso ao fato do projeto da TBZ precisar de uma desapropriação de uma rua próxima ao Olímpico, e no tamanho da burocracia da Prefeitura privatizar o local, para que as obras sejam realizadas lá. Mas talvez, depois do feriado, mais conselheiros vejam a proposta da TBZ. Entretanto, está na cara que a Odebrecht deve ganhar essa corrida. Parece que o local da Arena está decidido, e a votação do Conselho Deliberativo seria apenas um seguimento de protocolo.

Embaixo, estão na íntegra os textos e os links da Zero Hora e do Blog Wianey Carlet.

Link: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a1752539.xml

“Consórcio português entrega proposta oficial da Arena

Escolha de local será feita em reunião entre os dias 11 e 20 de fevereiro

O consórcio português TBZ-OAS entregou ontem ao Grêmio a proposta oficial para a construção da Arena na Azenha. A Odebrecht, que prevê o complexo esportivo no bairro Humaitá, já havia entregue o projeto definitivo na semana passada. A escolha será feita em reunião do Conselho Deliberativo, entre os dias 11 e 20 de fevereiro.

Dos 313 conselheiros aptos a votar, apenas 80 tiveram interesse em analisar o projeto — cujas minúcias foram disponibilizadas a eles pelo vice-presidente de planejamento do clube, Eduardo Antonini”.

Blog Wianey Carlet: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1753493.xml&template=3916.dwt&edition=9221&section=65

O Grêmio já recebeu as propostas das duas empresas interessadas em construir uma arena para o clube: Odebrecht e o consórcio português TBZ-OAS. Uma delas deseja levantar o novo estádio no lugar onde está o Olímpico. Esta proposta deverá ser rejeitada pelo Conselho Deliberativo, por duas razões: seria arriscado derrubar o Olímpico e ficar sem estádio próprio durante vários anos. E se a construtora, por exemplo, quebra durante a construção? Abre falência? Além disso, esta proposição exige a desapropriação de uma rua marginal ao Olímpico. A Prefeitura Municipal teria muita dificuldade para aprovar a privatização de um bem público. Resta Humaitá como local para a construção da arena. O CD deliberativo vai decidir, mas, desde já, chama a atenção a aparente alienação do órgão. Dos seus 313 membros, apenas 80 conselheiros tiveram interesse em analisar o projeto. É possível, até provável, que o período de férias seja responsável por esta atitude. Tomara que seja”.


Um alerta sobre a TBZ

fevereiro 1, 2008

O texto é de autoria de Marcelo Damato, no seu Blog Além do Jogo (muito interessante o blog), e aborda algumas questões envolvendo a Arena Gremista e a TBZ, que valem como alerta.

O mistério que vem de Portugal

Parece cada vez mais que o grupo de empresas que surgiu em Portugal para operar com futebol não faz bem o que promete. O primeiro caso é o da LusoArenas, empresa que se diz especializada em construção de estádios, mas que nem no próprio site aponta um estádio que tenha construído.

Em comunicação ao blog, a empresa afirma que seus parceiros são confidenciais e citou apenas dois: Náutico e governo da Bahia, sendo que este nem sequer confirma o acordo.

Agora surge no noticiário a TBZ, apontada como uma gestora de estádios, mas que consegue apontar apenas um. o estádio da Cidade de Coimbra. De fato, parece ter mais experiência em gestão de marcas.
Em vários lugares é dito que a TBZ administra o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid. O que existe é que ela é a gestora da marca Real Madrid na Europa. O acordo é recentíssimo, acertado no final de outubro.

No Brasil a TBZ negocia para ser a gestora do Engenhão, em parceria como Botafogo, e integra uma das propostas para construir e gerir o novo estádio do Grêmio.

A empresa diz que tem 11 anos, mas não se consegue saber o que fazia nos primeiros anos.

Para um país que necessita de mais trabsparência na admonistração do futebol, eses parceiros estão no mínimo na contramão.

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Vídeo Arena 1

fevereiro 1, 2008

Opinião sobre a localização da Arena

janeiro 31, 2008

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A minha preferência é que a nova Arena Gremista seja construída no Bairro Humaitá. Por mais difícil que seja ver o Grêmio sair da Azenha, e mais ainda, ver o Olímpico demolindo após a conclusão do novo estádio gremista. Mas a opção mais segura e melhor em termos de desenvolvimento, é mesmo a localização do Bairro Humaitá. Segurança porque se algo der errado com as obras, caso um consórcio vá à falência (algo muito comum num mundo capitalista), ao menos, ainda teríamos o Olímpico de pé e não correríamos risco de ficarmos sem estádio. Outro fator é que a proposta da TBZ é fazer um pequeno estádio no CT de Eldorado do Sul com capacidade de 14 mil pessoas. Mas o número de sócios do Grêmio passa 30 mil e a média de público supera os 20 mil. Além, é claro, como é que poderemos jogar num estádio de 14 mil em competições internacionais? Vale lembrar, que numa eventual final de Libertadores, a Conmebol estabeleceu a regra que o estádio da final teria que ter capacidade para no mínimo 40 mil espectadores. Outro fator a se levar em conta é o financeiro. Aí, a proposta da TBZ é mais rentável do que a Odebrecht. Nos primeiros 20 anos da Arena, com a TBZ, o Grêmio teria um arrecadaria com o novo estádio 65% do faturamento (bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação), e a TBZ ficaria com os outros 35%. Já a Odebrecht quer ficar com 50% dos faturamentos, enquanto o Grêmio ficaria com os outros 50% nos 20 primeiros ambos. Nas duas propostas, o Grêmio passaria a ter 100% do faturamento da Arena após 20 anos. Se analisarmos neste ponto, melhor a TBZ, certo? Pode ser, mas a Arena no bairro Humaitá permitirá o Grêmio lucrar mais do que na Azenha. Para começar, o acesso, que se dá na Freeway, facilitará a vinda de gremistas da região metropolitana e do interior, localidade que fica cerca de 500 metros da estação Anchieta de metrô da Trensurb e próximo ao Aeroporto Salgado Filho, que tem o projeto da Trensurb de implantar um aeromóvel que liga o aeroporto para a estação de metrô local, além da implantação de novas linhas de ônibus. Outra vantagem que a proximidade do Aeroporto Salgado Filho com a Arena, é o turismo. Já na Azenha, o acesso é mais difícil, as ruas são mais apertadas e toda vez que há jogo, há um congestionamento. Outro fator é o terreno. O terreno no Humaitá é de 34 hectares, enquanto a área onde se localiza o Olímpico possui oito hectares. É inviável expandir a área do novo estádio na Azenha, pois é uma área totalmente urbanizada, e conseqüentemente, os terrenos são muito mais caros e isso inviabilizaria a compra de novas áreas. E essas vantagens da Arena no Humaitá dão mais bagagens ao novo estádio gremista concorrer com o remodelado Beira-Rio na briga pela sede da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil e terá uma das sedes em Porto Alegre (mesmo sendo difícil, pois a impressão que eu tenho é que a relação entre Ricardo Teixeira e Internacional está melhor, isso é uma grande vantagem se tratando do “ilustre” presidente da CBF). Mas o mais importante não é a Copa do Mundo, apesar de ser algo muito rentável para o clube dono da sede e uma boa acelerada no marketing. E também independentemente da localização do novo estádio, o mais importante é que até 2012, o Grêmio esteja com suas dívidas zeradas e com a nova Arena Multiuso, volte a crescer não só esportivamente, mas economicamente.

 

A questão é polêmica. Eu preferia que todas essas vantagens estivessem na Azenha, para assim, o Grêmio não saísse de sua casa. Só que pelo meu ponto de vista, as vantagens da Arena na Zona Norte são melhores. No entanto, não ha vantagens apagarão o sentimento do gremista em relação ao Olímpico. O estádio é Imortal, assim como o clube, pois o que torna o algo imortal, não é o concreto, e sim a sua história gloriosa e o espaço que o estádio ocupará na memória de todo gremista.

 


Projeto TBZ-OAS

janeiro 31, 2008
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TBZ-OAS

Localização da Arena: Azenha (sobre o Olímpico Monumental).

Tamanho do local de obra: Oito hectares.

Jogos do Grêmio durante as obras: O plano da TBZ é de construir um estádio no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas, que o Grêmio utilizaria durante as obras.

Custo: R$ 280 milhões.

Previsão de conclusão das obras: Dois anos (mas o Grêmio projeta em três anos).

Complexo: Junto com estádio, haveria também centro de convenções, shopping, hotel, edifício residencial, e estacionamento para cinco mil veículos.

Proposta quanto ao faturamento: Nos primeiros 20 anos, os lucros da Arena serão 65% para o Grêmio e 35% para o consórcio. Após o prazo de 20 anos, o Grêmio teria direito a 100% dos faturamentos da Arena.


Projeto Odebrecht

janeiro 31, 2008
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Odebrecht

Localização da Arena: Bairro Humaitá.

Tamanho do terreno: 34 hectares.

Custo: R$ 300 milhões.

Previsão de conclusão das obras: Três anos.

Complexo: Além do estádio, estão previstos no projeto centro empresarial, lojas, hotel, e estacionamento para sete mil veículos.

Proposta quanto ao faturamento: A Odebrecht quer divisão de faturamentos (bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação), em 50% pelos primeiros 20 anos, sendo que o Grêmio ficaria com os outros 50% dos lucros. Após o prazo de 20 anos, o Grêmio passaria a ter 100% dos valores arrecadados na Arena.


Reportagem da Zero Hora

janeiro 31, 2008

“Portugueses entregam hoje proposta para a Arena

De 11 a 20 de fevereiro, o Conselho Deliberativo será convocado para escolher o local

Leandro Behs | leandro.behs@zerohora.com.br

O Grêmio recebe hoje a proposta definitiva do consórcio português TBZ-OAS — que sugere demolir o Olímpico e construir a Arena na Azenha. A oferta final da Construtora Norberto Odebrecht — com a obra no bairro Humaitá — foi entregue semana passada. A previsão do clube é que a Arena esteja concluída em janeiro de 2012. Confira onde pode ser construído o novo estádio

Após análises das propostas, o grupo de estudos do projeto (composto pelo presidente do Grêmio, Paulo Odone, pelo diretor de planejamento do clube, Eduardo Antonini, além dos conselheiros Antônio Britto, Jorge Gerdau Johannpeter e Alexandre Grendene) exigiu dos consórcios melhores condições para o clube — como maior percentual de participação nos primeiros 20 anos de exploração da Arena.Entre os dias 11 e 20 de fevereiro, o Conselho Deliberativo será convocado para escolher o local de construção da Arena. A oferta da Odebrecht é a favorita. Após a escolha do local, o contrato deverá ser assinado até maio. Depois, serão necessários pelo menos nove meses até que o município e o governo do Estado emitam autorizações definitivas para a construção. Neste intervalo, será criada a Grêmio Empreendimentos — empresa do próprio clube, que gerenciará a Arena e da qual Paulo Odone dificilmente será presidente.A proposta da Odebrecht prevê divisão de lucros em 50% pelos primeiros 20 anos: bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação. Depois deste prazo, a Grêmio Empreendimentos ficará com 100%.

A obra terá um custo total de R$ 300 milhões, sendo R$ 190 milhões financiados pela Odebrecht. Dos R$ 110 milhões restantes, metade sairá da venda do Olímpico — já há um investidor interessado no estádio, que seguirá sendo utilizado pelo Grêmio durante os três anos de construção da Arena — e os demais R$ 55 milhões serão investidos pela própria empreiteira. A Odebrecht acertou a compra do terreno da Habitasul – junto à Avenida Castelo Branco, no bairro Humaitá — por R$ 40 milhões.

Já o projeto da TBZ-OAS prevê a demolição do Olímpico. Levará três anos para ser concluída. O consórcio construirá um estádio para 14 mil pessoas em Eldorado do Sul. A obra terá um custo de R$ 280 milhões, e a TBZ-OAS assumirá o financiamento junto ao banco português Efisa. Nos primeiros 20 anos, os lucros da Arena serão 65% para o Grêmio e 35% para o consórcio.

Ambos os projetos prevêem estádio coberto, para 50 mil torcedores sentados em cadeiras e três andares de arquibancadas. O modelo é o Emirates Stadium, do Arsenal, erguido pela companhia aérea Fly Emirates. O Grêmio venderá o nome da Arena para uma multinacional por R$ 5 milhões anuais. O ingresso mais barato ficará entre R$ 25 e R$ 30.

— Ambos os projetos são viáveis. O clube manterá a sua autonomia no futebol e em receitas advindas da marca Grêmio, bem como a venda de jogadores — disse o diretor de planejamento gremista, Eduardo Antonini.”

Link: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Esportes&newsID=a1751290.xml


TBZ-OAS entrega o seu projeto

janeiro 31, 2008

 

 

O grupo português TBZ entregou no dia 30 de janeiro, a proposta de construir a Arena Gremista. A TBZ quer que a Arena Multiuso seja erguida na Azenha, justamente sobre o atual Olímpico. A construtora brasileira Odebrecht entregou na semana passada o seu projeto, que prevê a construção da nova Arena no Bairro Humaitá. Vamos entender um pouco, a proposta de cada um. É preciso analisar, além da localidade, o ganho financeiro do Grêmio nesses acordos ( como o acerto do faturamento, que envolve bilheteria, aluguel de espaços, shows, estacionamento, entre outras formas de arrecadação).

 

TBZ: Quer que a nova Arena seja construída na Azenha, exatamente onde está o Olímpico. A própria empresa construiria um estádio no CT de Eldorado do Sul, com capacidade de 14 mil pessoas, enquanto a Arena fosse construída sobre o querido Olímpico Monumental. A maior vantagem da proposta dos portugueses está no faturamento. O Grêmio ficaria com 65% dos faturamentos do estádio nos próximos 20 anos, depois de efetuada a construção da Arena, enquanto a TBZ ficaria com os outros 35%. Após 20 anos, o Imortal passaria a ficar com 100% do faturamento. O custo das obras seria de 280 milhões de reais, sendo que a TBZ assumirá os custos e terá o apoio financeiro do banco português Efisa.

 

Odebrecht: Pretende construir a Arena no Bairro Humaitá, onde está o terreno da Habitasul, do qual o grupo já acertou a compra do terreno e usá-lo para a construção do novo estádio, terreno que custará 40 milhões de reais. O custo do estádio seria de 300 milhões de reais, sendo que 190 milhões de reais sairiam da Odebrecht. Dos 110 milhões de reais restantes, 55 milhões de reais sairiam da venda do Olímpico, que já possui um investidor interessado no estádio. A outra metade seria investida pela própria empreiteira. Já a divisão do faturamento é menos vantajosa, se comparado com a TBZ. A Odebrecht quer ficar com 50% dos faturamentos, e o Grêmio ficaria com os outros 50% nos próximos 20 anos. Depois desse prazo, o Grêmio passa a ter 100% dos faturamentos do estádio.

 

A decisão da localidade da nova Arena deverá ocorrer entre os dias 11 a 20 de fevereiro, numa decisão do Conselho Deliberativo. Após a escolha do local, o contrato entre o Grêmio e a Odebrecht ou a TBZ será assinado até maio, para em seguida, a prefeitura e o governo do Estado emitam autorizações dentro de aproximadamente nove meses, para a construção da Arena. Nesse período, nasceria a Grêmio Empreendimentos, que gerenciará a Arena. A previsão de conclusão da Arena é de 2012. E após a conclusão da Obra, o Grêmio venderá o nome da Arena por 5 milhões de reais para uma marca interessada (como ocorre na Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense, que é atualmente Kyocera Arena).


Apresentação

janeiro 31, 2008

 

 

 

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É o novo Blog de minha autoria, que terá a finalidade de armazenar notícias sobre a Arena Gremista durante a realização de suas obras. Nela, farei pesquisas sobre assuntos que envolvem a Arena e os grupos envolvidos. Trata-se de um grande tema, que quero levar até a conclusão das obras. Saudações do Imortal.


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