No dia 27 deste mês, finalmente, o Conseho Deliberativo do Grêmio finalmente decidirá o local da Arena Gremista. Ao menos, é o que tudo indica. Porque fica difícil confirmar essa data. No começo do ano, falava em 22 de janeiro. Em seguida passou para depois do Carnaval, ainda no mês de fevereiro. E depois, pelo que tinha lido, estava marcado para o dia 18 de março. Hoje, é dia 27 de março, mas vai saber…
Sobre as opções. Para a minha opinião, não há a mínima chance do local da Azenha ser aprovado. Essa é a minha sensação (posso quebrar a cara). Afinal, os conselheiros não querem, é uma proposta insegura, pois se ocorre a falência do consórcio TBZ na construção do novo estádio na atual área do Olímpico, o Grêmio poderia ficar sem estádio. Depois do que ocorreu com a ISL, os conselheiros não se aventurariam nesse jogo de alto risco. E fora que, se essa opção for aprovada, vamos jogar em dois anos no CT de Eldorado, num estádio construído às pressas com capacidade para 14 mil pessoas. Mas isso é inviável. E como ficam os mais de 40 mil sócios? E a média de público, que passa dos 20 mil? E como fica numa eventual final de Libertadores, com a regra da Conmebol que deixa claro que só estádios com capacidade superior a 40 mil jogam as finais? Então, não há como. E segundo, o local no Bairro Humaitá é maior, o espaço comercial do Grêmio seria mais amplo, o acesso é mais fácil (próximo ao Aeroporto, Freeway, Trensurb), principalmente para quem vem da região Metropolitana. Esses são elementos fundamentais para a diretoria brigar de frente com o Internacional para sede da Copa do Mundo de 2014, que para planos de marketing, é muito importante. Portanto, acho que a proposta da TBZ será aceita, por questão financeira mais favorável, mas será a proposta do Humaitá.
E não estou aqui para fazer campanha da escolha do bairro Humaitá. Apenas estou dando uma opinião sincera daquilo que eu acho melhor para o Grêmio em termos de desenvolvimento econômico para o clube e segurança nesse projeto. Mesmo assim, eu tenho muitas dúvidas, por exemplo, do por que do Olímpico não poder passar por reformas, assim como passará o Beira-Rio. A diferença entre os estádios não é grande, a ponto de justificar isso. Mesmo assim, eu prefiro Humaitá, pelos motivos já escritos aqui. E não sou um antitradicionalista, muito pelo contrário. Eu gostaria que a Azenha oferecesse mais vantagens do que o bairro Humaitá, pelo enorme carinho que eu tenho pela casa do Grêmio, assim como qualquer gremista. Mas isso não ocorre, por isso, devo deixar o que eu sinto de lado e ver a melhor opção para o novo estádio.
Abaixo, os dados dos três projetos, publicados no site Movimento Grêmio Novo
Proposta do Grupo Odebrecht para o Humaitá

Componentes do Grupo: Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura Ltda., Construtora Norberto Odebrecht S.A. e Odebrecht Administradora e Corretora de Seguros.
Custo: R$ 294 milhões.
Local Proposto: Bairro Humaitá.
Prazo de Construção: 3 anos.
Prazo de Exploração: 20 anos.
Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 50% e Odebrecht 50%.
Receita anual estimada da Arena: R$ 59 milhões.
Financiamento: a SPE Arena contrai financiamento de R$ 190 milhões, que deverá ser pago, em 10 anos, por ambos os sócios.
Repasse: a SPE Arena repassara R$ 5,6 milhões por ano, durante 20 anos, para o Grêmio Foot-Ball Porto-alegrense.
Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center; centro empresarial; hotel; centro de convenções; estacionamento.
Proposta do Consórcio liderado pela TBZ para o Humaitá

Membros do Consórcio: Construtora OAS Ltda., Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda., Banco Efisa S.A. e Companhia Província de Crédito Imobiliário.
Custo: R$ 270 milhões.
Local Proposto: bairro Humaitá.
Prazo de Construção: 2 anos.
Prazo de Exploração: 20 anos.
Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 65% e TBZ 35%.Receita anual estimada da Arena: R$ 56 milhões.
Financiamento: quem toma o financiamento para a construção é a SPE Promotora, da qual o Grêmio não participa, não restando obrigação da SPE Arena com qualquer tipo de ônus decorrente do financiamento.
Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center com 295.433 m²; escritórios com 214.700 m²; hotel com 35.000 m²; centro de convenções com 21.075 m²; habitação com 155.540 m²; estacionamento com 66.500 m².
Proposta do Consórcio liderado pela TBZ para a Azenha

Membros do Consórcio: Construtora OAS Ltda., Plarq Estudos de Arquitetura e Urbanismo Ltda., Banco Efisa S.A. e Companhia Província de Crédito Imobiliário.
Custo: R$ 270 milhões.
Local Proposto: Azenha, onde está localizado o Estádio Olímpico.
Prazo de Construção: 2 anos.
Prazo de Exploração: 20 anos.
Composição Societária da SPE Arena: Grêmio Empreendimentos 65% e TBZ 35%.Receita anual estimada da Arena: R$ 56 milhões.
Financiamento: quem toma o financiamento para a construção é a SPE Promotora, da qual o Grêmio não participa, não restando obrigação da SPE Arena com qualquer tipo de ônus decorrente do financiamento.
Partes integrantes do empreendimento: Shopping Center com 154.080 m²; escritórios com 131.250 m²; hotel com 35.000 m²; centro de convenções com 23.200 m²; habitação com 12.300 m²; estacionamento com 107.700 m².